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Reino Unido anuncia três semanas de quarentena a partir de hoje

Premiê britânico, Boris Johnson, durante entrevista coletiva sobre o coronavírus - POOL New
Premiê britânico, Boris Johnson, durante entrevista coletiva sobre o coronavírus Imagem: POOL New

Do UOL, em São Paulo

23/03/2020 17h44

O Reino Unido entrará em quarentena por três semanas a partir da noite de hoje. A medida foi anunciada pelo primeiro-ministro Boris Johnson como forma de conter o avanço do novo coronavírus. A polícia britânica terá poder para multar ou dispersar pessoas que desrespeitarem as novas regras.

Os cidadãos só poderão deixar suas casas para estas atividades: compras de itens de necessidade básica (como alimentos e remédios), um tipo de exercício físico por dia — como caminhada, corrida, ciclismo, sozinho ou com membros da sua casa —, assistência médica, e no trajeto até o trabalho. No entanto, Johnson ressalta que só se deve sair para trabalhar quando a função não puder ser exercida em casa.

"A partir da noite de hoje, eu devo dar ao povo britânico uma instrução muito simples: você precisa ficar em casa. É uma ação crítica que nós precisamos tomar para impedir que a doença [covid-19] se espalhe pelas nossas casas. É por isso que as pessoas só poderão sair de suas casas para propósitos muito limitados", anunciou o primeiro-ministro em rede nacional.

"Estes são os únicos motivos para você sair da sua casa. Você não deve encontrar amigos. Se seus amigos pedirem para você encontrá-los, você deve dizer não. Você não deve receber visitas de amigos que não vivam na sua casa. Você não deve sair para comprar coisas que não sejam essenciais, como comida e medicamentos, e mesmo isto você deve fazer o mínimo possível", disse Boris.

"Você deve usar serviços de entrega de comida sempre que puder. Se você não seguir as regras, a polícia terá o poder de reforçá-las, incluindo aplicar multas e dispersar aglomerações. Para garantir que as instruções do governo sejam cumpridas, nós vamos imediatamente fechar todas as lojas que vendem artigos não-essenciais, como roupas e eletrônicos. Bibliotecas, parques, academias e lugares de oração vão parar com todas as atividades que reúnam mais de duas pessoas em público", concluiu.

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi escrito na primeira versão do texto, Boris Johnson falou sobre o fechamento de bibliotecas, e não de livrarias. O erro foi corrigido.

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