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Paciente zero de NY ficou em coma e diz: 'Estou agradecido por estar vivo'

Lawrence Garbuz, paciente zero da covid-19 em Nova York, nos Estados Unidos - Reprodução/Today
Lawrence Garbuz, paciente zero da covid-19 em Nova York, nos Estados Unidos Imagem: Reprodução/Today

Do UOL, em São Paulo

11/05/2020 18h35

O advogado Lawrence Garbuz contou sua experiência com o novo coronavírus após ser diagnosticado como o paciente zero a apresentar a covid-19 em Nova York, nos Estados Unidos.

"Estou agradecido por estar vivo. Tem sido uma jornada e tanto", disse o homem de 50 anos em entrevista ao programa de televisão Today.

Garbuz se sentiu mal em fevereiro, teve tosse e apresentou febre, mas não esteve no exterior, o que poderia ter influenciado na contaminação.

"Eu fui ao médico, ele me examinou e falou que eu precisava ir imediatamente para uma sala de emergência", declarou.

Quando o diagnóstico de covid-19 saiu para a família do advogado, ele já estava em coma induzido. Até agora, o homem não sabe como ficou doente.

"Nós chegamos ao hospital. Depois que entramos na sala de emergência, eu não tenho lembrança nenhuma de nada que tenha acontecido até que acordei do coma. É como se três semanas da minha vida tivessem desaparecido completamente", contou.

A esposa dele, Adina Garbuz, acreditou que o marido iria receber um medicamento e voltaria para casa no mesmo dia, porque, segundo ela, ele estava com suspeita de pneumonia. Quando foi informada do diagnóstico de coronavírus, Adina passou as horas seguintes telefonando para as autoridades de saúde para divulgar a notícia.

Depois de três semanas de angústia, o advogado se recuperou e pôde retornar para casa, mas fez questão de agradecer à equipe médica que tratou dele.

"Eles fizeram um trabalho incrível. Muitas enfermeiras vieram até meu quarto, e elas tiveram muita compaixão. Havia uma em particular que falou: 'Lawrence, eu estava rezando por você'."

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