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Padrasto de portuguesa desaparecida quer investigar suspeito do caso Maddie

A menina Joana Cipriano, que tinha 8 anos quando desapareceu em 12 de setembro de 2004, na Figueira, em Portugal - Arquivo pessoal
A menina Joana Cipriano, que tinha 8 anos quando desapareceu em 12 de setembro de 2004, na Figueira, em Portugal Imagem: Arquivo pessoal

Do UOL, em São Paulo

10/06/2020 11h39Atualizada em 10/06/2020 12h26

O alemão apontado como novo suspeito pelo desaparecimento da menina britânica Madeleine McCain, em 2007, pode estar por trás de outros casos de crianças desaparecidas. Um deles é o da portuguesa Joana Cipriano, desaparecida desde 2004, quando tinha 8 anos. A família da garota sempre questionou a investigação feita e agora quer saber se o alemão Christian Bruckner, de 43 anos, tem relação com o desaparecimento.

Joana sumiu quando estava na Figueira, a 8 km do apartamento da Praia da Luz, no Algarve, em Portugal, onde Madeleine desapareceu, em 2007. A investigação do caso foi comandada pelo mesmo delegado do caso da britânica, Gonçalo Amaral.

"Quando vi que ele era suspeito de ter raptado a Maddie, pensei logo na Joana e que ele poderia estar envolvido. O desaparecimento da minha enteada é um caso que não foi resolvido, independentemente do que dizem as autoridades", disse Leandro em entrevista ao jornal britânico "Daily Mirror".

A investigação concluiu que Joana foi morta pela mãe, Leonor Cipriano, e pelo tio, por ter visto os dois tendo relações sexuais. Ambos chegaram a confessar o crime, mas em 2019, quando deixou a prisão, Leonor alegou inocência e disse que foi obrigada pela Polícia Judiciária a confessar o crime. João, o tio, fez o mesmo.

O padrasto de Joana lembrou que o corpo da menina nunca foi encontrado. "Eu sei que a Leonor nunca seria capaz de fazer mal à Joana, era uma boa mãe. Acho que as autoridades geriram mal a investigação, por isso queria que fosse reaberta", disse.

"Para mim, há muitas semelhanças em ambos os desaparecimentos. Eu sonho em saber o que aconteceu com a Joana, assim como sei que os McCann precisam de saber o que aconteceu a Madeleine, mesmo que isso signifique descobrir que elas estão mortas (...). Quero que seja feita justiça e sinto que ainda faltam algumas respostas", disse Leandro.

Hans Christian Wolters, o promotor alemão que investiga o desaparecimento de Madeleine McCan, afirmou à imprensa britânica que tem "evidências" de que a menina está morta, no entanto, ainda não tem provas suficientes para levar o novo suspeito a julgamento.

Outras crianças desaparecidas

Bruckner, que está preso por outros delitos, entre eles abuso de menores de idade, estupro e tráfico de drogas, já foi investigado pelo sumiço de outras duas outras crianças, segundo revelaram jornais da Alemanha e do Reino Unido.

Além do desaparecimento de Inga Gehricke, de 5 anos, em 2015, o alemão também estaria envolvido no sumiço do menino alemão René Hasee, de 6 anos, que desapareceu durante as férias da família no Algarve, em Portugal - assim como Madeleine. O menino sumiu em 21 de junho de 1996 na praia de Aljezur, uma cidadela que fica a apenas 40 quilômetros da Praia da Luz. Nenhuma das investigações foi concluída.

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