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China reage com retaliação e impõe novas restrições a mídias dos EUA

Do UOL, em São Paulo

01/07/2020 10h43

A China está exigindo que quatro organizações norte-americanas de comunicações declarem detalhes de suas finanças e de seus funcionários trabalhando no país, de acordo com a CNN. Em um prazo de sete dias, os grupos Associated Press, United Press International, CBS News e NPR News devem enviar ao governo chinês os documentos solicitados, afirmou hoje o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Zhao Lijian, em entrevista coletiva.

A decisão é uma forma de retaliação após os EUA exigirem explicações de veículos de imprensa em solo americano.

"A China é obrigada a tomar essas medidas para combater a supressão irracional dos Estados Unidos da mídia chinesa nos EUA", disse Zhao. "Elas são totalmente de autodefesa".

Na semana passada, o governo Trump rotulou como "missões estrangeiras" escritórios americanos de quatro mídias estatais chinesas, exigindo que eles apresentem documentação às autoridades americanas sobre suas finanças e pessoal.

Washington adicionou os veículos CCTV, People's Daily, Global Times e China News Service a uma lista de mídias que já incluía os grupos Xinhua, China Global Television Network, China Radio International, China Daily e Hai Tian Development USA.

David Stilwell, secretário-adjunto do Departamento de Estado norte-americano para assuntos do leste da Ásia e do Pacífico, disse que as agências chinesas receberam a designação porque a administração dos EUA as vê como agências de propaganda "efetivamente controladas pelo Partido Comunista Chinês", em vez de organizações noticiosas independentes.

Zhao disse afirmou hoje que "as medidas americanas são baseadas na mentalidade da Guerra Fria e em preconceitos ideológicos".

"Elas prejudicaram gravemente a reputação e a imagem da mídia chinesa e interromperam seriamente suas operações normais nos EUA", acrescentou.

No início deste ano, Pequim expulsou jornalistas de várias grandes organizações de notícias dos EUA, incluindo New York Times, Washington Post e Wall Street Journal, após os EUA limitarem o número de jornalistas chineses autorizados a trabalhar no país nos escritórios de mídias estatais chinesas.

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