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Onda de calor de até 40 ºC na Europa acende preocupação com uso de máscara

Autoridades temem que população deixe de usar a proteção, fundamental para conter a covid-19 - Jon Imanol Reino/NurPhoto via Getty Images
Autoridades temem que população deixe de usar a proteção, fundamental para conter a covid-19 Imagem: Jon Imanol Reino/NurPhoto via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

30/07/2020 17h07Atualizada em 30/07/2020 17h11

A chegada de uma onda de calor na Europa casou com o início da obrigatoriedade do uso de máscara em Madri. Com temperaturas na casa dos 40 ºC, autoridades temem que a população descumpra a medida, imposta para prevenir o avanço do coronavírus na capital espanhola.

Segundo a AEMET, agência meteorológica da Espanha, o ar quente vem da África e deve ficar sobre o continente europeu até sábado (1º).

Somada ao calor intenso, vem a preocupação por uma possível segunda onda de infecções: hoje, o país anotou o maior número de novos casos de covid-19 desde o início da reabertura, em 21 de junho. Foram 1.229 registros nas últimas 24 horas, segundo o The Guardian, o segundo dia seguido com balanço acima de 1.000.

Já na Itália, pelo menos 10 grandes cidades entrarão em alerta vermelho por causa dessa onda de calor, que deve cobrir o país a partir de amanhã. O patamar é atribuído a áreas com picos de calor com "condições de elevado risco por três ou mais dias consecutivos", podendo causar efeitos negativos na saúde da população, especialmente os mais vulneráveis, como os idosos.

Oito cidades estarão no nível máximo da escala de risco do Ministério da Saúde italiano, incluindo a capital Roma. Bolzano, no extremo-norte, e Perugia, no centro, já estão em alerta vermelho desde já.

O país vive o auge do verão no Hemisfério Norte e registrou desde 2011 oito dos 10 anos mais quentes de sua história.

França também bate os 40 ºC

Na França, os termômetros também poderão bater a marca dos 40 ºC à sombra em algumas regiões, alertam os meteorologistas. O país vive mais um episódio de picos de temperatura, o que obrigou as autoridades a colocar 13 departamentos em alerta laranja.

Os franceses poderão sentir na pele a diferença: o clima estará mais quente durante o dia e menos frio à noite. Picos de calor são esperados em todo o país já a partir de hoje, com termômetros atingindo 41°C em algumas regiões.

"As temperaturas máximas atingirão entre 30°C e 35°C na metade norte do país, entre 35°C e 40°C, na metade sul", alerta a Météo France, órgão de referência para previsões meteorológicas.

Relação com o aquecimento global

Segundo Jean-Yves Choplin, meteorologista da Météo France, é "inegável" que esses picos de calor, cada vez mais recorrentes na Europa, estão diretamente relacionados às mudanças climáticas.

"Se fosse um fenômeno isolado, poderíamos falar de um acidente meteorológico sazonal, como sempre existiu", disse Choplin em entrevista à emissora Franceinfo. "Mas quando fenômenos como esse se multiplicam e chegam a seis meses com temperaturas acima das médias sazonais, o vínculo com o aquecimento global é inegável".

Na França, as temperaturas de julho ficaram um grau acima da média. Depois de 2018 e 2014, 2019 foi o terceiro ano mais quente do país, tendo sido marcado por dois episódios excepcionais de ondas de calor e uma temperatura histórica de 46° C registrada no sul.

*Com ANSA e RFI

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