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15 dias

Instituto Serum pede que Biden retire embargo de matéria-prima para vacina

O presidente americano Joe Biden - Getty Images
O presidente americano Joe Biden Imagem: Getty Images

Colaboração para o UOL*

16/04/2021 09h33Atualizada em 16/04/2021 10h03

Ada Poonawalla, dono do Instituto Serum, na Índia, pediu hoje que Joe Biden retire os embargos impostos às matérias-primas para produção de vacinas contra a covid-19. O Instituto Serum é o maior fabricante de vacinas do mundo, é responsável pela produção da vacina anticovid Oxford/AstraZeneca e já distribuiu milhões de doses do imunizante para a Índia e para o resto do mundo.

"Respeitado Joe Biden, se quisermos realmente nos unir para vencer este vírus, em nome da indústria de vacinas fora dos Estados Unidos, eu humildemente solicito que retire o embargo às exportações de matéria-prima dos Estados Unidos, para que a produção de vacinas possa aumentar. Sua administração tem os detalhes.", disse Poonawalla em publicação feita hoje pela manhã no Twitter.

O governo Biden invocou o Ato de Produção de Defesa com o objetivo de aumentar a capacidade de produção local de vacinas. Isso afetou, no entanto, a exportação de matérias-primas, como por exemplo seringas e agulhas, necessárias para a produção do imunizante em outros países.

A atitude foi tomada visando o aumento das doses da vacina da Pfizer, amplamente aplicada nos Estados Unidos, e para o país ser capaz de atingir as metas de imunização coletiva traçadas por Joe Biden. De acordo com o Our World In Data, os Estaods Unidos já imunizaram 37,62% de sua população.

No início do mês passado, durante painel do Banco Mundial, Poonawalla já havia demonstrado preocupação com a possibilidade da falta de materiais necessários para a produção dos imunizantes.

"Isso é algo que precisaria de alguma discussão com o governo Biden para explicar a eles que há o suficiente para todos", disse Poonawalla à época. "Estamos falando sobre ter acesso global gratuito a vacinas, mas se não conseguirmos tirar as matérias-primas dos EUA, isso será um sério fator limitante", completou.

Vacinação na Índia

A Índia, país onde é a sede do Instituto Serum, está enfrentando um grande aumento de novos casos de covid-19. Só nesta quinta-feira o país registrou mais de 200 mil novos casos. Na última semana, a Índia reduziu a entrega de vacinas para outros países, visando a aplicação local. Apesar disso, as vacinações diárias no país estão diminuindo.

Depois de doar e vender dezenas de milhões de doses de vacinas contra Covid-19 ao exterior, a Índia se descobriu subitamente com escassez do imunizante e mudou abruptamente as regras para acelerar as importações de vacinas, tendo rejeitado anteriormente farmacêuticas estrangeiras como a Pfizer.

As vacinações atingiram um pico de 4,5 milhões de doses em 5 de abril, mas recuaram para uma média de 3 milhões de doses diárias desde então, de acordo com o portal governamental de coordenação de imunizações Co-Win.

A vacina da AstraZeneca, fabricada localmente pelo Instituto Serum da Índia (SII), responde por mais de 91% das 115,5 milhões de doses já administradas no país, mas uma intensificação da produção no SII, o maior fabricante mundial de vacinas, foi adiada por causa da falta de matéria-prima.

A Índia relatou o maior número de casos de coronavírus do mundo neste mês. Seu total de 14,3 milhões só é inferior ao dos EUA, e o país acumula 174.308 mortes.

*Com informações da Reuters

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