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Ex-presidente dos EUA Donald Trump é suspenso do Facebook por dois anos

27.set.2020 - O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca - Brendan Smialowski/AFP
27.set.2020 - O então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante coletiva na Casa Branca Imagem: Brendan Smialowski/AFP

Do UOL, em São Paulo

04/06/2021 14h15Atualizada em 04/06/2021 15h15

O Facebook anunciou que irá suspender as contas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de suas plataformas até janeiro de 2023. Ainda assim, os perfis só serão reestabelecidos daqui a dois anos se houver "condições de segurança". Trump já é permanentemente suspenso do Twitter.

Até então, o ex-presidente estava suspenso temporariamente das plataformas da empresa —Facebook e Instagram— desde quando elogiou os invasores do Capitólio, em 6 janeiro deste ano. Agora, o Conselho de Supervisão de Conteúdo independente sugeriu manter a interrupção por dois anos.

Dada a gravidade das circunstâncias que levaram à suspensão do Sr. Trump, acreditamos que suas ações constituíram uma violação grave de nossas regras que merecem a maior penalidade disponível sob os novos protocolos de aplicação.
Nick Clegg, vice-presidente de assuntos globais do Facebook

Segundo Clegg, após o período de dois anos, [nós, do Facebook] "procuraremos especialistas para avaliar se o risco para a segurança pública diminuiu". Caso seja avaliado que o risco de segurança pública continua, a suspensão será estendida por mais um período e serão feitas novas reavaliações.

Políticas vagas e que carecem de transparência

O conselho de supervisão é formado por especialistas que avaliam a moderação de conteúdo. No mês passado, o grupo sugeriu manter a suspensão do ex-presidente e advertiu o Facebook que suas políticas são vagas, confusas e que carecem de transparência.

Em 6 de janeiro deste ano, dia em que o Senado certificou a vitória do atual presidente Joe Biden nas eleições de novembro de 2020, Trump insuflou manifestantes a marcharem rumo ao Capitólio e tentarem impedir o evento.

Já durante o período eleitoral, as plataformas passaram a alertar o público sobre postagens falsas ou não checadas feitas pelo então presidente. Com frequência, ele escrevia que as eleições haviam sido fraudadas, mas nunca apresentou provas disso.

Após a invasão do Capitólio, o político foi suspenso por algumas horas das redes sociais. No dia 8 de janeiro, o Twitter anunciou a suspensão permanente do ex-presidente. YouTube e Snapchat também aplicaram punições.

'Não trataremos conteúdo de políticos de forma diferente'

Ontem, o Facebook anunciou que revogaria sua política de tratar o discurso de políticos como algo totalmente de interesse público e isento da aplicação de suas regras de conteúdo que proíbem, entre outras coisas, o discurso de ódio.

De acordo com as novas regras, "quando avaliamos o conteúdo para ser notícia, não trataremos o conteúdo postado por políticos de forma diferente do conteúdo postado por qualquer outra pessoa", escreveu Clegg.

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