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Conselho de Segurança da ONU condenou violência no Haiti na semana passada

Fotografia de fevereiro mostra confrontos no Haiti em fevereiro deste ano - 7.fev.2021 - Valerie Baeriswyl/AFP
Fotografia de fevereiro mostra confrontos no Haiti em fevereiro deste ano Imagem: 7.fev.2021 - Valerie Baeriswyl/AFP

Do UOL*, em São Paulo

07/07/2021 09h05Atualizada em 07/07/2021 11h04

Na semana passada, o Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) condenou a violência que assola o Haiti e insistiu na "urgente realização de eleições presidenciais e legislativas livres em 2021" no país caribenho. Hoje, o presidente do país, Jovenel Moise, foi assassinado a tiros.

Em uma declaração unânime na quinta-feira passada, dia 1º de julho, o Conselho reafirmou "sua profunda preocupação com a deterioração das condições políticas, de segurança e humanitárias no Haiti", e exigia que "os perpetradores de violações e abusos aos direitos humanos" sejam levados à justiça. O órgão também condenou a crescente violência das gangues.

Um referendo constitucional programado para abril foi inicialmente adiado para 27 de junho e depois para 26 de setembro devido à pandemia do coronavírus. Enquanto isso, as eleições locais e municipais foram adiadas até janeiro de 2022.

Mapa mostrando localização do Haiti - Arte UOL - Arte UOL
Imagem: Arte UOL

O primeiro turno das eleições presidenciais e legislativas estava previsto para 26 de setembro e o segundo, para 21 de novembro.

Com o apoio do presidente Jovenel Moise, estava sendo elaborado o texto da reforma constitucional que visa fortalecer o Poder Executivo.

Dois projetos propunham revogar o Senado e abrir a possibilidade de dois mandatos presidenciais consecutivos, mas eles foram rejeitados pela oposição e por organizações da sociedade civil.

A oposição denunciava que o mandato de Moise é ilegítimo. Entretanto, considerava impossível organizar uma votação dada a insegurança geral que reina na ilha.

Desde janeiro de 2020, Moise governava por decreto e sem freios ou contrapesos, devido à falta de eleições organizadas nos últimos anos no Haiti.

(Com AFP)

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