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Ciclista cai em rio, é atacado por jacaré e fica gravemente ferido nos EUA

O jacaré estava escondido a cerca de três metros do local onde o ciclista caiu - Reprodução/WPTV
O jacaré estava escondido a cerca de três metros do local onde o ciclista caiu Imagem: Reprodução/WPTV

Colaboração para o UOL, em Santos

20/07/2021 12h22

Um ciclista foi atacado por um jacaré em um parque na Flórida (EUA), depois de cair da bicicleta às margens de um rio, na segunda-feira. Ele ficou gravemente ferido. O parque fica próximo à costa leste da Flórida, ao sul de Port St. Lucie.

O ciclista sofreu ferimentos graves depois que o animal, de cerca de 2,7 metros de comprimento, o mordeu após ele ter caído em um aterro, por volta das 11h, no Parque Regional Halpatiokee.

"O ciclista é um piloto experiente que perdeu o controle em uma curva", contou Scott Lorraine, do Airborne Mountain Bike Club, à WPTV, afiliada da NBC. "Ele foi lançado direto para a água e, para o seu azar, o jacaré estava bem ali", disse.

O ciclista sofreu diversas perfurações na perna, sendo a mais grave na parte superior da coxa, e foi levado de helicóptero para um hospital, informou o gabinete do xerife do condado de Martin.

O animal, um aligátor norte-americano (Alligator mississippiensis), a única espécie de jacaré encontrada nos EUA, foi capturado por um caçador - o país é famoso por ter, também, muitos crocodilos. A Comissão de Conservação de Peixes e Vida Selvagem da Flórida afirma que é raro um animal como esse causar ferimentos graves no estado.

Fêmea estaria protegendo ninho

O caçador John Davison disse à WPTV que o animal, uma fêmea da espécie, será realocada e que, por seu comportamento, os indícios são de que ela estivesse guardando um ninho nas proximidades.

"Ela estava escondida a três metros da margem quando eu apareci", disse o caçador John Davidson. "Isso me leva a acreditar que ela estava guardando um ninho que pode estar em algum lugar próximo de onde ocorreu o ataque. Então, tentaremos resgatar os bebês se pudermos".

Apenas cerca de sete ataques por essa espécie ocorrem na Flórida a cada ano, graves o suficiente para exigir tratamento médico profissional, de acordo com a comissão de peixes e vida selvagem.

Vinte e cinco pessoas morreram por ataques dessa espécie no estado, de 1948 a 2019.

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