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Pirâmide maia foi feita de rochas magmáticas para honrar vulcão, diz estudo

Pirâmide maia na região de El Salvador - Reprodução / Copyright Antiquity Publications Ltd / Akira Ichikawa
Pirâmide maia na região de El Salvador Imagem: Reprodução / Copyright Antiquity Publications Ltd / Akira Ichikawa

Colaboração para o UOL

21/09/2021 23h58Atualizada em 21/09/2021 23h58

Os cientistas descobriram que, há mais de 1.500 anos, os maias teriam construído uma pirâmide enorme utilizando uma rocha maciça que se originou a partir da erupção de um vulcão. Conforme os estudos, a construção teria sido feita com o objetivo de homenagear a atividade vulcânica.

Em meados de 539 d.C., o vulcão Ilopango entrou em erupção, na região que atualmente corresponde a San Andrés, em El Salvador. Considerado um dos eventos vulcânicos de maior escala dos últimos 10 mil anos, o episódio ficou conhecido como "Tierra Blanca Joven".

Devido ao intenso fluxo de lava produzida e a quantidade elevada de cinzas que atingiram a atmosfera, as temperaturas do hemisfério norte diminuíram drasticamente.

A partir de análises da estrutura da pirâmide Campana, o arqueólogo e associado do Departamento de Antropologia da Universidade de Colorado Boulder (UCB) Akira Ichikawa descobriu que habitantes da região teriam voltado mais tarde para o local onde ocorreu a catástrofe. Mais tarde, a população teria erguido seus lares.

Além disso, pesquisas feitas na pirâmide mostraram que os construtores maias teriam usado blocos de pedra e rochas ejetadas pelo vulcão para erguer a construção. Para o arqueólogo, tal fato pode evidenciar a importância espiritual que os vulcões desempenhavam na vida cotidiana e cultural dos maias.

Publicado no jornal Antiquity, o novo estudo de Ichikawa sugere que a construção da pirâmide se deu entre 545 e 570 d.C. Para calcular a idade da construção, o arqueólogo considerou o ano 539 d.C. como o marco da erupção e utilizou amostras de carbono retiradas de diferentes partes da estrutura. Dessa forma, ele acredita que os maias regressaram à região de 6 a 31 anos após a última atividade vulcânica.

Em entrevista ao Livescience, o especialista informou que esta descoberta mostra que os povos antigos eram resilientes e inovadores, evidenciando um outro lado da cultura deles.

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