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Mulher é vista carregando leão de estimação que 'fugiu de casa', no Kuwait

Mulher é vista carregando leão de estimação pelas ruas de Sabahiya, no Kuwait - Reprodução
Mulher é vista carregando leão de estimação pelas ruas de Sabahiya, no Kuwait Imagem: Reprodução

Mateus Omena

Colaboração para o UOL, em São Paulo

06/01/2022 19h36

Em Sabahiya, sul do Kuwait, uma mulher ganhou destaque após ser filmada por várias ruas carregando um leão, seu animal de estimação que tinha fugido de casa.

As imagens, divulgadas no último domingo (2), mostram a dona do animal lutando para segurá-lo por baixo das patas dianteiras, enquanto ele se debatia.

Depois de caminhar vários metros, a mulher, aparentemente exausta, colocou o animal no chão enquanto descansava.

De acordo com o site de notícias local Al Anbaa, o alerta para a fuga do leão foi emitido no domingo, e a polícia ambiental foi imediatamente chamada para o local.

Posteriormente, as autoridades ajudaram a mulher a conter o felino antes que ele fosse devolvido ao cativeiro.

Crime

Manter animais exóticos dentro de casa como pets é um fenômeno popular em muitos países da região do Golfo Pérsico, embora seja ilegal, inclusive no Kuwait.

Em Dubai, uma nova repressão à posse de animais perigosos foi lançada em junho de 2020, após relatos de um gato selvagem vagando por uma área residencial — embora mais tarde tenha sido revelado que o animal filmado era na verdade um gato doméstico.

Os Emirados Árabes Unidos e a Arábia Saudita têm leis que proíbem a posse de tais animais de estimação, mas a fiscalização é precária.

Em 2019, os especialistas alertaram que as chitas corriam o risco de morrer na África oriental porque seus filhotes estavam sendo roubados e vendidos para homens árabes ricos como animais de estimação.

Em entrevista ao tabloide britânico DailyMail, Dra. Laurie Marker, do Cheetah Conservation Fund, disse que até três quartos dos filhotes nascidos de chitas selvagens no Chifre da África a cada ano são levados e vendidos para contrabandistas.

Ela alertou que, se não fossem tomadas medidas para encerrar o comércio, os animais morreriam dentro de dois anos.