Conteúdo publicado há 2 meses

Brasileira de 17 anos está sumida há mais de 15 dias nos EUA; polícia apura

A polícia norte-americana investiga o desaparecimento de uma adolescente brasileira, de 17 anos, em Washington D.C., nos Estados Unidos. A jovem está sumida há mais de 15 dias após sair de casa.

O que aconteceu:

No dia 20 de novembro, a brasileira Manuela Keller Cohen saiu de casa à tarde e disse ao pai, o motorista de aplicativo Bruno Barreto, 40 anos, que retornaria às 18h30 (horário local). Ela não avisou para onde iria, nem se estaria acompanhada.

A jovem questionou se o pai estaria em casa quando retornasse, já que ele sairia para buscar a esposa no trabalho, e informou que não levaria a chave da casa e o celular. Ela saiu apenas com a roupa do corpo e um caderno que usa para desenhar.

Após a demora no retorno para casa, os pais de Manuela foram até a polícia, por volta das 20h30, para informar o desaparecimento. Os pais citaram que a filha sempre os mantinha informados onde estava e nunca fugiu de casa. A jovem está no último ano do ensino médio, feito de forma online, nos EUA.

No dia seguinte ao sumiço, a mãe de Manuela, Sofia Keller, 40, recebeu uma mensagem de texto, em português, que seria da filha afirmando que estava em Baltimore, uma cidade que fica a uma hora de Washington, com amigos. A jovem teria dito que "precisava de um tempo" e não iria demorar a voltar para casa. Os pais disseram que a adolescente não teria nenhum amigo ou conhecido na cidade vizinha.

A família acionou as autoridades ao receber a mensagem. Uma policial de plantão entrou em contato pelo número que enviou a mensagem, que não foi possível rastrear, e Manuela teria dito que não gostaria de conversar por telefone e, após insistência da agente, a jovem enviou uma selfie sorrindo. Ela teria prometido entrar em contato com a família no dia seguinte, mas não voltou a fazer mais nenhum contato.

Os pais explicaram ao UOL que Manuela tem problemas psicológicos, mas estaria muito bem, tomando medicamentos e fazendo terapia semanalmente. Eles disseram não ter notado nenhum comportamento estranho da adolescente antes do sumiço.

A família mora em Washington D.C. desde o final de 2017 em razão da transferência do trabalho da mãe da jovem.

Família suspeita de namorado

Ao denunciar o sumiço, a família informou à polícia o nome de um homem, de 21 anos, que já teria fornecido drogas à adolescente anteriormente. Os agentes mandaram uma viatura ao endereço do rapaz no mesmo dia e mãe dele disse que viu Manuela apenas no dia anterior (19 de novembro).

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Os pais da adolescente suspeitam que esse rapaz, que não teve o nome divulgado, tenha envolvimento com o sumiço da garota. Amigos de Manuela ainda relataram a Sofia e Bruno que a jovem estaria namorando esse rapaz.

Sofia e Bruno conseguiram acesso aos computadores e ao celular de Manuela e confirmaram que a garota estava conversando com esse homem.

A polícia norte-americana disse à família que falou com o rapaz duas vezes, sem detalhar se foi em interrogatório, e ele negou qualquer relacionamento amoroso com Manuela. Ele teria dito não ter informações do paradeiro da adolescente. Ao ser questionado sobre a jovem ter ido à casa dele no dia anterior ao sumiço, o homem relatou que foi ajudar uma "amiga" que pediu para deixá-la em uma estação de metrô. No dia 19, Manuela voltou para casa.

Família pede informações

Desde a última semana, a família contratou um detetive para atuar em paralelo com a investigação da polícia. A contratação foi sugerida por um advogado do Consulado-Geral do Brasil em Washington, que está prestando aconselhamento jurídico à família.

Ao UOL, a família cita dificuldades para obter novas informações sobre o andamento da investigação. Eles explicaram que o detetive particular não consegue retorno do investigador da polícia que apura o caso. "Pode ser que a gente não esteja sendo atualizado, mas não é uma sensação que a gente tem", disse Sofia à reportagem.

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A gente quer entender o que está acontecendo. A gente precisa de informação. Vai precisar acontecer alguma coisa grave com a minha filha para eles falarem 'olha, aconteceu isso'? É isso que eu estou com medo.
Bruno Barreto, pai de Manuela

Procurado pela reportagem, o Departamento de Polícia Metropolitana de Washington D.C. informou que está investigando o desaparecimento de Manuela e, inclusive, compartilhou um cartaz sobre o sumiço da garota (veja abaixo).

O detetive principal tem mantido contato constante com a pessoa que relatou o caso, que é a mãe da pessoa desaparecida. Essa investigação ainda está em andamento.
Departamento de Polícia Metropolitana de Washington ao UOL

Informações sobre o paradeiro de Manuela podem ser comunicadas pelo telefone 202-727-9099 ou enviando uma mensagem de texto para 50411.

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