Conteúdo publicado há 1 mês

Russa-americana é presa após doar 51 dólares a ONG que ajuda ucranianos

Uma mulher com dupla cidadania americana e russa foi presa acusada de "traição" após ter doado a uma organização que fornece ajuda humanitária a ucranianos.

O que aconteceu

A mulher, identificada como Ksenia Karelina, de 33 anos, foi presa no começo de fevereiro ao visitar parentes na Rússia. Oficiais dos EUA disseram à CNN que ela obteve a cidadania americana em 2021.

Serviço de Segurança Russo acusou mulher de levantar dinheiro para compra de "armas" e equipamentos militares para a Ucrânia. Eles também apontam que Ksenia participou de atos pró-Ucrânia nos Estados Unidos, e que a prisão foi uma medida "preventiva" para a acusada enquanto ela aguarda julgamento.

Ksenia Karelina doou US$ 51,80 (pouco mais de RS 250) em 2022, no começo da guerra, diz a empresa em que ela trabalhava nos EUA. Em nota, o Ciel Spa, localizado em Beverly Hills, disse que o time está "devastado" com a "acusação falsa" da Rússia contra a esteticista.

Ksenia, que tem dupla cidadania, foi à Rússia para visitar sua avó de 90 anos, seus pais e sua irmã mais nova. Ela foi acusada de traição por supostamente ter doado US$ 51,80 para uma instituição de caridade ucraniana nos EUA.
Ciel Spa, onde Ksenia Karelina trabalha nos EUA

Organização Razom for Ukraine diz que presta serviços humanitários. Após a repercussão do caso, a ONG se disse "chocada" com as acusações contra a Ksenia, que, além de trabalhar no spa, também é bailarina amadora.

Mídia estatal russa publicou um vídeo de Ksenia sendo conduzida por um guarda. Ela aparece com uma touca cobrindo seus olhos enquanto desce escadas até um local onde uma audiência judicial parece acontecer.

Rússia não reconhece dupla cidadania, o que dificulta andamento de casos como o dela, diz porta-voz do governo dos EUA. "Muitas vezes temos dificuldade em obter assistência consular, mas vamos buscá-la em todos os casos em que um cidadão americano for detido", disse o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, em entrevista coletiva.

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