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Meio Ambiente

Bolsonaro volta a dizer que Brasil é o que 'mais preserva o meio ambiente'

Gabriela Biló/Estadão Conteúdo
Imagem: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

Hanrrikson de Andrade e Anaís Motta

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

17/09/2020 13h31Atualizada em 17/09/2020 14h06

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou hoje que o Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente. A declaração faz parte de uma estratégia política que o governante tem adotado para rebater as críticas que são feitas dentro e fora do país pelas queimadas que devastam as regiões Centro-Oeste e Norte.

Bolsonaro não apresentou dados, números ou informações que reforçassem a tese de que o Brasil "está de parabéns pela forma como preserva o seu meio ambiente". A fala ocorreu durante agenda na Paraíba, na manhã de hoje. Ele participou da inauguração de uma usina fotovoltaica na cidade de Coremas, no interior do estado.

"O país, para se movimentar, ele precisa de energia, e o Brasil... Grande parte de sua matriz energética é de fontes renováveis. O Brasil é o país que mais preserva o meio ambiente, e é o país que mais sofre ataques vindos de fora no tocante ao meio ambiente."

Neste ano, só na região do Pantanal, as queimadas já consumiram quase 3 milhões de hectares — cerca de 15% do bioma. A situação tem sido objeto de reclamações da comunidade internacional. Ontem, oito países europeu divulgaram uma carta endereçada ao vice-presidente, Hamilton Mourão, por meio da qual pedem providências.

Ontem, em conversa com apoiadores, Bolsonaro já havia dito que existem "críticas desproporcionais" sobre as queimadas no Pantanal e na Amazônia.

"A Califórnia está ardendo em fogo, a África tem mais foco que o Brasil", comparou ele, também sem apresentar números.

Bolsonaro ainda disse que tecnologias a base de nióbio e grafeno —elementos exaltados pelo presidente desde o período da campanha eleitoral, em 2018— estão "na iminência de sair da prancheta e se tornar realidade".

Sem "taxação do sol"

O presidente aproveitou o discurso para acenar ao Congresso, que está, junto ao Executivo, "trabalhando para mudar o destino do Brasil".

Ele também cumprimentou a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e reafirmou que o governo não vai "taxar o sol". A declaração se refere a uma ideia que havia sido cogitada pela equipe econômica no começo do ano.

"Essa proposta, até 2022, que é quando ficamos no governo, não será posta em prática. Não haverá, então, taxação do sol", garantiu Bolsonaro.

Em julho, ele já havia dito que o projeto não iria para frente.

A ideia em questão, ventilada pela Aneel em janeiro, não se trata exatamente de "taxar o sol", mas sim de reduzir incentivos à chamada geração distribuída de energia, que envolve principalmente a instalação de placas solares em telhados e terrenos por consumidores.

Desde então, porém, a pauta não foi retomada.

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