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Meio Ambiente

EUA acelerarão combate à crise climática, mas pedem o mesmo à China

28/01/2021 03h07

Genebra, 27 jan (EFE).- O enviado especial do governo dos Estados Unidos para o clima, John Kerry, afirmou nesta quarta-feira, no Fórum Econômico Mundial, que os Estados Unidos retomarão a luta contra o aquecimento global, "após quatro anos de ausência imperdoável", mas pediu para que a China também acelere seus planos ambientais.

"Anunciaremos hoje, em entrevista coletiva, a maior mobilização da história do nosso governo em políticas ambientais. Faltam nove anos para tomar decisões que evitem as piores consequências da crise climática, entramos em uma década decisiva para a ação", ressaltou Kerry.

O ex-secretário de Estado dos EUA declarou que a Europa foi, nos últimos anos, a líder no combate à crise climática, diante da estagnação do governo de Donald Trump, e disse considerar positivo o recente anúncio de que a China alcançará a neutralidade de carbono até 2060, mas ainda insuficiente.

"Esperamos nos unir com a China na luta e conseguir fazer com que eles alcancem esse objetivo muito antes do que 2060. O mundo tem que eliminar o uso de carbono em um ritmo cinco vezes mais rápido do que o atual", argumentou o representante americano em videoconferência.

Kerry frisou que, após um 2020 com uma provável redução nas emissões de dióxido de carbono (principal gás causador da crise climática), haverá um aumento em 2021, motivo pelo qual "é preciso reduzi-las pela metade em 2030" e acelerar o reflorestamento, o fomento de energias limpas e o uso de veículos elétricos.

O político americano destacou que, "apesar das desculpas de negacionistas e procrastinadores", a luta contra a crise climática não significa desistir do desenvolvimento econômico, pois apresenta oportunidades e, só nos EUA, poderá gerar até 2 milhões de postos de trabalho.

"A prova é que hoje em dia a empresa mundialmente mais valiosa é a Tesla, dedicada à fabricação de veículos elétricos", analisou.

Kerry enfatizou que o compromisso do novo presidente americano, Joe Biden, com o Acordo de Paris ficou provado ao aprovar, pouco após tomar posse, a volta dos EUA ao pacto pelo clima.

"O clima será o centro das políticas de todas as nossas agências federais, e as dirigiremos com o desenvolvimento de planos para o clima e acabando com o financiamento de projetos de combustíveis fósseis", afirmou.

"Estamos nos unindo aos esforços pelo clima com humildade e ambição. Humildade porque sabemos que desperdiçamos quatro anos com uma ausência imperdoável, mas também porque sabemos que nenhum país deve lutar sozinho", concluiu Kerry, que pediu apoio do setor privado na causa.

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