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Durante diplomação em SP, Tiririca é aplaudido e Maluf, vaiado; veja imagens

Guilherme Balza

Do UOL Notícias <BR> Em São Paulo

17/12/2010 14h41

Durante cerimônia de diplomação na Assembleia Legislativa de São Paulo, na manhã desta sexta-feira (17), os deputados federais eleitos Francisco Everardo Oliveira Silva, o palhaço Tiririca (PR), e Paulo Maluf (PP) tiveram recepções distintas: enquanto o humorista foi muito aplaudido pelos presentes ao receber o diploma, o pepista, recém-absolvido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), recebeu uma ampla vaia.

Veja as imagens:

Foram diplomados hoje o governador eleito, Geraldo Alckmin, seu vice, Afif Domingos, os senadores Aloysio Nunes (PSDB) e Marta Suplicy (PT), além de 70 deputados federais e 94 deputados estaduais. Todos assumem seus cargos a partir de 1º de janeiro de 2011.

Tiririca “nervoso e feliz”

Ao chegar na Assembleia Legislativa para o evento, Tiririca disse estar “nervoso e feliz" e acrescentou que está estudando a Constituição Federal, além de projetos para artistas circenses.

"Estou nervoso e feliz. É o primeiro diploma de muitos que virão por aí", afirmou. Após ser eleito, o deputado diz que procurou conhecer os colegas de trabalho em Brasília, onde esteve na quarta-feira, e conhecer melhor o texto constitucional.

"Estou estudando a Constituição e projetos na área de educação e cultura para artistas circenses, ciganos, artistas em geral", disse o deputado, eleito com mais de 1,3 milhão de votos, o mais votado do país.

Maluf  “glorificado”

Minutos depois, Maluf chegou à Casa e afirmou se sentir “glorificado” com a decisão do ministro Marco Aurélio, do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) validou a eleição do ex-prefeito de São Paulo como deputado federal.

Nesta semana, o Tribunal de Justiça de São Paulo cassou a decisão que o condenou por improbidade administrativa em uma suposta compra superfaturada de frangos pela Prefeitura de São Paulo em 1996, que o impediu de ter os votos computados nas eleições com base na Lei da Ficha Limpa.

"Eu sempre acreditei na Justiça. Tenho 43 anos de vida pública e ajudei a construir as instituições democráticas do país", disse o deputado ao chegar para a cerimônia de diplomação dos deputados, senadores e governador eleito em São Paulo. "Sou absolutamente inocente, me sinto glorificado", completou.

Sobre o aumento concedido aos parlamentares nesta semana, Maluf criticou: "quando o próprio ministro do Planejamento diz que é preciso fazer um corte de gastos públicos, um aumento como esse é inoportuno."

Alckmin: poucas palavras

Já Geraldo Alckmin preferiu não discursar após receber o diploma. Na saída, após muita insistência de jornalistas, o governador afirmou que a prioridade de seu governo “é sempre a área social” e se esquivou quando questionado sobre a continuidade dos secretários Paulo Renato, da Educação, e João Sayad, da Cultura, em sua gestão.

Alckmin esquiva-se sobre secretariado

“Em razão do segundo turno (das eleições presidenciais), praticamente nem cuidamos da questão do secretariado. Estamos procurando fazer isso com cautela”, disse Alckmin após a insistência dos jornalistas no assunto.

Reportagem da Folha.com no início desta tarde informa que o reitor da Unesp, Herman Voorwald, irá assumir a Secretaria de Educação no lugar de Paulo Renato Souza. Nesta tarde, em uma reunião marcada para as 16h, Alckmin deve anunciar outros nomes de sua equipe.

Marta descarta presidência do Senado

Já a senadora Marta Suplicy afirmou, logo após ser diplomada, que não tentará disputar a presidência do Senado, cargo atualmente ocupado por José Sarney (PMDB-AP).

Marta: aumento a deputados foi exagerado


A ex-prefeita de SP, eleita com 8,3 milhões de votos nas eleições de outubro, no entanto, disse que irá pleitear a primeira vice-presidência da Casa. Ao que tudo indica, Sarney continuará presidindo a casa nos próximos anos. "A presidência do Senado é do PMDB, mas eu vou pleitear a vice", afirmou.

Os dois partidos acordaram que a presidência do Senado ficaria com o PMDB e a da Câmara dos Deputados, com o PT. Questionada sobre o aumento de 61%, aprovado no Congresso, para parlamentares e o presidente, Marta avalia que houve "exagero" no reajuste. "Tinha que aumentar, mas tudo isso, não", disse.

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