Bolsonaro apresenta representação contra Erundina questionando reunião sobre Guerrilha do Araguaia

Da Agência Câmara, em Brasília

O deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) protocolou nesta quarta-feira (11), na Presidência da Câmara, representação contra a deputada Luiza Erundina (PSB-SP). Ele pediu a apuração de fatos ocorridos em reuniões da Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, presidida por Erundina.

De acordo com Bolsonaro, ele teria sido impedido de ter acesso a um documento com os nomes dos depoentes de uma reunião fechada que a comissão promoveu no último dia 3 com participantes da Guerrilha do Araguaia. Além disso, Bolsonaro alega que Erundina o impediu de se pronunciar em outra reunião do colegiado, na segunda-feira (10).

O deputado pediu a apuração dos fatos e o acesso às notas taquigráficas das reuniões. Além disso, ele solicitou que a Presidência da Câmara adote outros procedimentos que julgar necessários, como a tomada de depoimentos e a aplicação de sanções previstas no Código de Ética e Decoro Parlamentar.

Argumentos

Por outro lado, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, à qual a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça é vinculada, já pediu à Corregedoria a abertura de processo por quebra de decoro parlamentar contra Bolsonaro, por fatos relativos à mesma reunião do dia 3. Segundo o presidente da comissão, deputado Domingos Dutra (PT-MA), Bolsonaro teria tentado obstruir os trabalhos da reunião e intimidar os depoentes.

A deputada Luiza Erundina também acusou Bolsonaro de tumultuar os trabalhos. Segundo ela, a reunião do dia 3 foi fechada para proteger os depoentes, que teriam sofrido ameaças de morte. Bolsonaro, por sua vez, disse que não tumultuou a reunião e apenas tentou ter acesso aos nomes dos depoentes.

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