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Gabinete de senador da CPI confirma demissão de assessora que aparece em vídeo de sexo

Após aparecer em vídeo de sexo, a assistente parlamentar Denise Leitão Rocha será demitida, segundo o gabinete do senador Ciro Nogueira (PP-PI) - Reprodução/Facebook
Após aparecer em vídeo de sexo, a assistente parlamentar Denise Leitão Rocha será demitida, segundo o gabinete do senador Ciro Nogueira (PP-PI) Imagem: Reprodução/Facebook

Fernanda Calgaro

Do UOL, em Brasília

19/07/2012 18h08Atualizada em 20/07/2012 08h00

O gabinete do senador Ciro Nogueira (PP-PI) confirmou nesta quinta-feira (19) que irá demitir a assistente parlamentar Denise Leitão Rocha, após vir à tona um vídeo em que ela aparece fazendo sexo.

Apesar de não ter sido cometida nenhuma irregularidade profissional –o vídeo não foi gravado nas dependências do Congresso–, o senador chegou a dizer que a situação é “constrangedora”.

A demissão só deve ocorrer após a volta do recesso parlamentar, mas, como o senador, que está no seu Estado de origem, provavelmente voltará a Brasília na semana que vem, a medida pode ser antecipada.

Ao UOL, a mãe da assessora, que se identificou apenas como Dalva, disse que a filha estava sendo injustiçada. “Minha filha fez direito, foi aprovada na OAB, é inteligente. Ela não fez nada de errado no trabalho. O vídeo é algo íntimo. É claro que ela está sendo injustiçada.”

Denise começou a trabalhar com Ciro Nogueira no início de 2011 e o assessora nos trabalhos da CPI do Cachoeira em questões jurídicas. Aliás, foi na CPI, que investiga as relações do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, com governos, parlamentares e empresas, que o próprio Nogueira se tornou o centro de uma polêmica, após ser revelado que ele participou de um almoço em Paris com Fernando Cavendish, dono licenciado da Delta, construtora investigada pela comissão por envolvimento com Cachoeira.

Vídeo

O vídeo em que a assessora aparece chamou a atenção da imprensa durante o depoimento à CPI do prefeito de Palmas, Raul Filho (PT), no último dia 10 de julho. As imagens teriam sido vistas por alguns parlamentares na tela de seus laptops durante a sessão. Depois disso, acabou sendo amplamente repassado entre políticos e jornalistas.

Denise ocupa um cargo de confiança, ou seja, não passou em concurso nem tem registro em carteira de trabalho, e, segundo o gabinete, foi escolhida por conta do seu currículo. A exoneração dela, portanto, não precisa de justificativa, segundo Paulo Eduardo Vieira de Oliveira, juiz do Tribunal do Trabalho da 2ª Região de São Paulo e professor da USP (Universidade de São Paulo), consultado pelo UOL.

"A demissão não é ilegal. Esse tipo de cargo é de livre exoneração e não precisa de motivo ou justificativa", diz Oliveira. Ele ressalta, porém, que é necessário respeitar a dignidade da funcionária e não expô-la a mais constrangimento, como ficar falando sobre o caso.

Oliveira afirmou ainda que, embora o vídeo seja de foro íntimo, as pessoas têm que estar cientes que o comportamento delas fora do trabalho pode afetar a sua vida profissional. “Hoje, é difícil desvincular a sua vida íntima com o trabalho e as empresas têm, cada vez mais, controlado as redes sociais de seus funcionários. Por isso, é importante ter bom senso”, finalizou.

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