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Política

Derrotados por Alves, deputados prometem acompanhar ações do novo presidente e comemoram 40% de votos

Camila Campanerut

Do UOL, em Brasília

04/02/2013 16h34Atualizada em 07/02/2013 11h56

Os deputados Júlio Delgado (PSB-MG), Rose de Freitas (PMDB-ES) e Chico Alencar (PSOL-RJ), derrotados na disputa contra Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) pela presidência da Câmara dos Deputados, classificaram, na tarde desta segunda-feira (4), de “expressivo” o resultado contra Alves, por conseguirem juntos em torno de 44% dos votos dos deputados presentes em plenário.

Alves teve 271 votos, contra 165 de Júlio Delgado, 47 de Rose de Freitas e 11 de Chico Alencar. Estavam presentes 497 dos 513 deputados e houve ainda três votos em branco. Para ser eleito em 1º turno, o peemedebista precisou da maioria absoluta (metade mais um entre os presentes). 

“Quarenta por cento da Casa pensam em se reaproximar da sociedade. Eu acho que a votação foi expressiva e demonstra que estamos num caminho em que as mudanças são necessárias”, avaliou Delgado, que teve a segunda maior votação. 

Delgado disse ainda que irá acompanhar a gestão de Alves, mas, que pela série de denúncias que o peemedebista vem sofrendo, o novo presidente da Câmara terá de ficar o “tempo todo se justificando”.  

A deputada peemedebista Rose de Freitas foi mais dura. Ela minimizou os 271 votos do concorrente vencedor e disse que irá registrar em cartório todas as promessas de Alves e acompanhará suas ações para verificar se elas serão cumpridas.

“271 votos são muito pouco para quem ficou três anos fazendo campanha, com o apoio do Palácio do Planalto e do PT inteiro”, argumentou. “Vou registrar em cartório o documento que ele apresentou”, completou. 

Na mesma linha, Chico Alencar destacou que o Alves perdeu força entre seus pares na Câmara. “As velhas práticas políticas que naturalizam o fisiologismo e que afastam a sociedade não estão fortes assim”, afirmou.

Para o Alencar, os 223 votos contrários a Alves e os três votos em branco simbolizam que “há  entre os deputados a vontade de mudar” antigas práticas políticas.  
 

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