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CPI da Petrobras tenta ouvir Paulo Roberto Costa na próxima quarta

Bruna Borges

Do UOL, em Brasília

10/09/2014 12h24Atualizada em 10/09/2014 14h29

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) mista da Petrobras marcou para a próxima quarta-feira (17) o depoimento do ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, preso por envolvimento com o doleiro Alberto Youssef.

A comissão, no entanto, ainda não obteve autorização do juiz Sério Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato no Paraná, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro milionário e determinou as prisões de Costa e Youssef.

A data foi definida em reunião de emergência com líderes parlamentares após o vazamento de informação sobre a delação premiada de Costa na manhã desta quarta-feira (10). A convocação de Costa já havia sido aprovada em junho.

Segundo a revista “Veja”, Costa afirmou, em delação premiada a procuradores federais, que políticos do PMDB, PP, PT e PSB receberam propina de fornecedores da estatal. O ex-diretor citou o ministro das Minas e Energia, Edison Lobão (PMDB), a governadora da Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), os ex-governadores do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB-RJ), e de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), morto em 13 de agosto, como pessoas que teriam recebido propina.

O ex-diretor ainda mencionou os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado, Romero Jucá (PMDB-RR) e Ciro Nogueira (PP-PI); os deputados federais Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) e João Pizzolatti (PP-SC); o ex-ministro das Cidades Mario Negromonte (PP) e o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto.

O presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), afirmou que o grupo vai encaminhar uma petição ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki para que a CPI tenha acesso às informações da delação de Costa. O ministro é relator de processos envolvendo a Lava Jato no Supremo.

Ainda segundo Vital, a comissão está tentando marcar uma audiência com o ministro do STF para tratar do andamento das investigações.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou a senadores que o conteúdo da delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa não deverá ser revelado, já que os dados são segredo de Justiça, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”.

Além da CPI, a Petrobras já solicitou o acesso às informações da delação.

A Polícia Federal abriu inquérito para apurar o vazamento de informações.
 

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