Renan elogia Dilma por comparecer à abertura do ano legislativo

Do UOL, em São Paulo

O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB-AL), elogiou na tarde desta terça-feira (2) a presidente Dilma Rousseff por comparecer à abertura do ano legislativo.

"Devemos agradecer à honrosa presença da presidente a esta solenidade. É sem dúvida, senhora presidente da República, uma demonstração de quem busca o diálogo e procura soluções", afirmou Renan. Em 2015, ele oscilou entre as críticas ao governo, por causa da Operação Lava Jato, e uma reaproximação com o Planalto.

Renan elogiou também as propostas apresentadas por Dilma, na mensagem do Executivo ao Congresso Nacional. Esta é a segunda vez que Dilma, como presidente, entrega pessoalmente ao Congresso sua mensagem. A primeira vez foi 2011, primeiro ano de seu primeiro mandato.

Investigado pela Operação Lava Jato em seis processos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), o presidente do Senado afirmou que os atores políticos lidam com uma crise sem precedentes: "não somos nem nos comportaremos como a síndrome do Titanic, em busca de um iceberg a decretar um destino trágico".

Renan Calheiros voltou a defender a independência formal do Banco Central, e que diretores tenham mandatos com prazos de duração definidos, a exemplo do que aconteceu em outros países como os Estados Unidos. "Mais do que um Banco Central precisamos de um banco centrado na política econômica, infenso às interferências".

Calheiros afirma ainda que extinção dos mandatos da diretoria do Banco Central "foi o primeiro ato da ditadura militar". Ele acrescentou que o Senado deve votar a extinção da obrigatoriedade da Petrobras em participar com 30% em todos investimentos relacionados ao pré-sal.

Eduardo Cunha

Em um tom comedido, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou, em sua mensagem, que não há consenso "nem nesta Casa nem na sociedade de que o aumento da carga tributária seja solução para o combate da crise econômica".

Cunha disse ainda que o ano de 2016 será muito difícil, portanto o esforço da sociedade deverá ser ainda maior do que foi feito no ano passado.

"A Câmara dos Deputados e Senado devem contribuir para melhoria do ambiente político e econômico, conforme o entendimento predominante do Congresso, embora possa não ser coincidente com o almejado pelo Poder Executivo, e isso faz parte da democracia".
 

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