Processo de impeachment

"É um dos momentos mais tristes da democracia brasileira", diz Cardozo

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Ueslei Marcelino/Reuters

    "A história registrará como um dos momentos mais tristes da democracia brasileira"

    "A história registrará como um dos momentos mais tristes da democracia brasileira"

Após atuar na defesa da presidente Dilma Rousseff em todas as fases até do processo de impeachment, o advogado-geral da União, José Eduardo Cardozo, afirmou que o afastamento de Dilma pelo Senado é "um dos momentos mais tristes da democracia brasileira".

Cardozo reafirmou nesta quinta-feira (12) aos senadores que a presidente não cometeu crimes de responsabilidade e que, por isso, o processo de impeachment equivale a um golpe de Estado.

"Acredito que [o impeachment] será registrado como uma ruptura institucional com uma Constituição que lutamos tanto para ter. A história registrará como um dos momentos mais tristes da democracia brasileira. Um momento em que a democracia foi golpeada", disse, em rápida entrevista após a votação no Senado que aprovou a abertura do processo por 55 votos a 22.

O ministro disse que vai continuar atuando na defesa da presidente no Senado, mesmo após sua destituição da AGU, dada como certa no governo Temer. "Espero que a verdade venha à tona. As acusações não procedem. Todos sabem disso. No entanto, foi uma decisão política, tomada à revelia da Constituição", disse.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou ser possível Dilma conseguir barrar sua condenação definitiva pelo Senado, para a qual são necessários 54 votos.

"Se o governo Temer for de crise e tiver problemas de rejeição, de popularidade, isso aqui pode virar", disse.

"Tem muitos senadores que disseram estar votando na admissibilidade. E a gente sabe que se muda a opinião pública, muda o voto do senador também", afirmou Lindbergh.

Comissão e STF

O presidente da comissão do impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), afirmou que os líderes dos partidos e os membros da comissão se reúnem na tarde desta sexta-feira (13) com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, para definir o rito da próxima fase do processo no Senado.

Como presidente do Supremo, cabe a Lewandowski decidir sobre recursos de senadores nesta fase do processo e também presidir a última sessão de julgamento, quando o Senado vota pela condenação ou absolvição da presidente.

Lira afirmou que, neste momento, não é possível prever quanto tempo vai durar o processo. Dilma fica afastada até o fim do processo, ou por um período máximo de 180 dias.

O Senado afastou Dilma da Presidência. O que acontece agora?

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