Resposta à sociedade vai fazer governo provisório se tornar definitivo, diz Padilha

Felipe Amorim, Leandro Prazeres e Ricardo Marchesan

Do UOL, em Brasília

O novo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse nesta sexta-feira (13) acreditar que as medidas adotadas pelo governo do presidente interino Michel Temer em "resposta à sociedade" vão assegurar que o peemedebista seja confirmado no cargo definitivamente.

"Nós temos convicção que vamos fazer um trabalho como governantes que vai nos assegurar que o governo que hoje é provisório se torne definitivo antes dos 180 dias. Fruto da resposta que possamos dar à sociedade", afirmou Padilha, ao responder a pergunta de uma jornalista sobre o motivo de um governo interino estudar medidas de longo prazo, como a reforma da Previdência

Temer assumiu o cargo após a presidente Dilma Rousseff ser afastada provisoriamente pelo Senado no processo de impeachment. O afastamento de Dilma dura um máximo de 180 dias, mas pode ser encurtado caso o Senado decida antes pela condenação da petista.

Padilha afirmou ainda que qualquer que fosse o grupo político que assumisse o poder interinamente deveria adotar medidas semelhantes às estudadas pelo governo Temer para o equilíbrio das contas públicas. "Temos que dialogar hoje muito mais com aquilo que é a ambição da sociedade e a necessidade da sociedade do que com a possível transitoriedade ou não", disse.

"Agora, independentemente de sermos nós, quem quer que estivesse aqui teria que tomar essas medidas projetando curto, médio e longo prazo. Porque esse é o caminho que terá que ser percorrido para nós resgatarmos a confiança, para resgatarmos a nossa viabilidade como Estado prestador de serviço [à população]", afirmou Padilha.

Temer realizou nesta sexta-feira (13) sua primeira reunião com os novos ministros, que tomaram posse na véspera.

Entre as medidas anunciadas está a meta de cortar quatro mil cargos comissionados no governo federal e uma auditoria nos programas sociais, com o objetivo de evitar que beneficiários recebam sem terem direito por lei aos benefícios. 

O presidente interino, no entanto, deu declarações públicas de que os programas serão mantidos.

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