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Política

Anastasia diz que cidadão comum paga por irresponsabilidade fiscal de Dilma

Lewandowski chama função de senadores como juízes de 'delicada'

UOL Notícias

Do UOL, em São Paulo

09/08/2016 13h42

O relator do processo de impeachment no Senado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), defendeu seu parecer, que pede o prosseguimento da ação de julgamento da presidente afastada, Dilma Rousseff, ressaltando que as chamadas pedaladas fiscais foram reiteradas em 2015.

Segundo ele, o governo fez uma "cortina de fumaça" para esconder o uso de recursos de correntistas e dos investidores de bancos públicos. "Tais informações estavam sendo escondidas do povo brasileiro até então", disse, em seu pronunciamento.

"Estamos diante de um autêntico caso de irresponsabilidade fiscal. Ao final, é a vida do cidadão comum que paga a conta dos gestores que desprezam o planejamento e a responsabilidade fiscal, em completa violação aos valores esculpidos em nossa Constituição."
 
O relator defendeu que não tem no processo de impeachment qualquer conotação penal. "A porção jurídica é ponto de partida, e não de chegada. Por qualquer ângulo que se analise a questão, concluísse que houve crime comum e crime de responsabilidade autônomo."
 

Tentativa de suspensão

Os aliados da presidente afastada, Dilma Rousseff, tentaram, mas não conseguiram suspender a sessão do processo de impeachment no Senado.
 
Presidindo os trabalhos, o ministro Ricardo Lewandowski, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), rejeitou pedidos feitos em questões de ordem apresentadas pelos senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Fátima Bezerra (PT-RN), Gleisi Hoffmann (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). "Muitas delas são impertinentes", adiantou Lewandowski antes de proferir suas decisões.
 
Os senadores citaram denúncias divulgadas no fim de semana que envolveram o presidente em exercício da República, Michel Temer, que teria participado de "uma reunião que resultou na doação de R$ 10 milhões em dinheiro vivo".
 
Para o ministro do STF, as questões "são estranhas ao objeto da sessão" e, portanto, não cabe adiar a discussão. "Aqui se trata especificamente de analisar a pronúncia da presidente afastada pelos fatos elencados na denúncia nos termos em que foram apresentados no parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG)", declarou.

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