Ministro só "fez gracinha para plateia", diz líder do MBL sobre Renan

Do UOL, em Brasília

Um dia após protestos organizados por grupos como o MBL (Movimento Brasil Livre) e Vem Pra Rua terem pedido a saída do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos líderes do MBL, Kim Kataguiri, evitou comemorar a decisão nas redes sociais.

Para Kataguiri, a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal) é "mal fundamentada" e deve ser derrubada pelos demais ministros do Supremo. "Supremo deve derrubar liminar de Marco Aurélio na quarta. No fim das contas, o ministro só fez gracinha p plateia. Decisão é mal fundamentada", postou ele.

Segundo o líder do MBL, quando os protestos pediam "fora, Renan", não era um pedido apenas pela perda do cargo. "Fora Renan = Renan julgado e condenado pelo Supremo, perdendo a presidência do Senado, seu mandato, direitos políticos e indo pra cadeia", postou.

Renan foi alvo de protestos no domingo

O presidente do Senado e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foram os principais alvos de críticas nos protestos pelo país neste domingo (4). Ambos afirmaram, em nota, que as manifestações são "legítimas".

"O presidente do Senado, Renan Calheiros, entende que as manifestações são legítimas e, dentro da ordem, devem ser respeitadas", diz o texto divulgado pelo senador. O peemedebista disse, ainda, que o Senado está "sensível às demandas sociais".

Protestos pelo Brasil criticam Renan e apoiam Lava Jato

Os protestos contra a corrupção e em apoio à Operação Lava Jato foram convocados pela internet, por grupos como Vem Pra Rua e MBL (Movimento Brasil Livre), que encabeçaram as manifestações a favor do impeachment de Dilma Rousseff (PT). 

Sem uma pauta única, os organizadores pedem, entre outras medidas, a rejeição às mudanças no pacote de medidas anticorrupçãoaprovadas pela Câmara dos Deputados, e o fim do foro privilegiado. 

"Fora, Renan! e "Fora, Maia!" foram gritos ouvidos em diferentes cidades do Brasil. 

Pacote anticorrupção

O pacote anticorrupção foi apresentado originalmente à Câmara pelo MPF (Ministério Público Federal) como projeto de iniciativa popular, que contou com o apoio de mais de 2 milhões de assinaturas, e chegou batizado de "10 medidas contra a corrupção".

Na madrugada de quarta-feira (30), o texto-base do projeto de lei recebeu diversas alterações em sessão extraordinária. Dos dez tópicos originais, apenas quatro foram mantidos --outros três pontos foram adicionados pelos deputados. 

Após a aprovação do pacote anticorrupção na Câmara, Renan Calheiros colocou em votação no plenário do Senado um requerimento de urgência para a votação do projeto ainda na quarta-feira (30). O requerimento, porém, foi rejeitado por 44 votos a 14.

Na quinta-feira (1º), o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu abrir ação penal e transformar em réu o presidente do Senado pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público). É a primeira vez que Renan se torna réu em uma ação penal.

A denúncia da Procuradoria-Geral da República acusa o senador de ter desviado parte de sua verba parlamentar, à que todo senador tem direito para pagar por atividades do mandato, para pagar a pensão alimentícia de uma filha.

Manifestantes em Curitiba jogam tomates em foto de Renan e outros políticos

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