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Para ministros, economia não será afetada por eventual 2ª denúncia contra Temer

28.ago.2017 - Ministro Eliseu Padilha (e) e presidente Michel Temer participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto - Pedro Ladeira/Folhapress
28.ago.2017 - Ministro Eliseu Padilha (e) e presidente Michel Temer participam de reunião ministerial no Palácio do Planalto Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress

Gustavo Maia e Luciana Amaral

Do UOL, em Brasília

28/08/2017 18h22Atualizada em 28/08/2017 18h50

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou que uma eventual nova denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República) contra o presidente Michel Temer (PMDB) não atrapalharia a agenda econômica do governo. A fala de Padilha veio em entrevista coletiva após reunião ministerial promovida pelo presidente da República no Palácio do Planalto, um dia antes da viagem oficial para a China.

"Se vier uma nova denúncia, por certo nós estaremos preparados politicamente para enfrentá-la no campo político, e juridicamente, para enfrentá-la no campo jurídico. A economia está descolada. A economia descolou da política. Está andando com as suas próprias pernas", declarou.

"Eu vejo que são coisas que estão absolutamente desvinculadas. Na política, estamos com plena normalidade", completou Padilha, que concedeu entrevista coletiva ao lado do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Meirelles, por sua vez, voltou a dizer que confia na aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da Previdência pelo Congresso e exaltou "o crescimento já disseminado" dos indicadores econômicos.

"O pior que poderia acontecer é o próximo governo já assumir com essa missão", declarou o ministro, ao ser questionado sobre a possibilidade de a reforma não ser aprovada no governo Temer.

Pedido para votar matérias

Segundo um ministro presente à reunião, ao longo do encontro o presidente Michel Temer pediu que cada titular reforçasse a necessidade de se agilizar o andamento de matérias de interesse do governo. O foco é a revisão da Meta Fiscal, a instituição da TLP (Taxa de Longo Prazo) a ser usada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e o texto do novo Refis, programa de renegociação de dívidas com a Receita Federal.

“O objetivo é votar tudo essa semana [no Congresso]. É o nosso desafio. O presidente pediu que cada ministro articulasse e movimentasse essas matérias dentro de sua esfera partidária”, falou o ministro ao UOL.

A reportagem apurou que somente metade dos ministros apresentaram atividades desenvolvidas por suas pastas. Outro ponto de discussão foram as críticas à extinção da Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associadas), cujo decreto foi revogado nesta segunda para dar lugar a outro com mais explicações de como poderá ser feita a exploração mineral na área. Os ministros do Meio Ambiente, Sarney Filho, e de Minas e Energia, Fernando Bezerra Coelho Filho, saíram do meio da reunião convocada pelo presidente Temer no Palácio do Planalto para esclarecer as informações quanto à Renca.

De acordo com o ministro ouvido pelo UOL, o governo procurou corrigir as interpretações errôneas por “excesso de zelo”.

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