Geddel pede ao STF número de telefone que fez denúncia sobre apartamento com R$ 51 milhões

Felipe Amorim

Do UOL, em Brasília

  • Divulgação

    Os R$ 51 milhões foram encontrados em um apartamento ligado a Geddel, segundo a PF

    Os R$ 51 milhões foram encontrados em um apartamento ligado a Geddel, segundo a PF

A defesa do ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) pediu que a Polícia Federal informe o número telefônico de onde partiu a denúncia sobre o apartamento onde foram encontrados R$ 51 milhões em dinheiro.

A defesa também quer saber quais diligências foram realizadas pela polícia para investigar a denúncia antes de pedir autorização judicial para busca e apreensão no apartamento, localizado em Salvador.

O pedido foi apresentado ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin, responsável pelo inquérito que investiga o caso.

Apesar de o ex-ministro não ter foro privilegiado, há um inquérito no Supremo sobre o caso pois as investigações apuram o envolvimento do irmão de Geddel, o deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA). Deputados só podem ser investigados no STF.

Geddel foi preso em setembro após uma operação encontrar os R$ 51 milhões em notas escondidas em caixas e malas no apartamento, que teria sido emprestado ao ex-ministro

A Polícia Federal recebeu uma ligação no dia 14 de julho informando que o apartamento estaria sendo utilizado por Geddel para guardar caixas com documentos. Em seguida, a polícia confirmou a informação com moradores do prédio, segundo consta do mandado de busca e apreensão no apartamento investigado.

O dono do imóvel afirmou em depoimento à Polícia Federal que entregou as chaves do apartamento ao irmão de Geddel, Lúcio Vieira Lima.

A Polícia Federal encontrou impressões digitais de Geddel em um saco plástico que continha notas de dinheiro.

A defesa de Geddel também quer ter acesso ao material usado pela perícia técnica para fazer a identificação das impressões digitais. 

Geddel é investigado pelo recebimento de propina por parte de empresários em troca de facilitação ou liberação de créditos da Caixa Econômica Federal, banco no qual ele foi vice-presidente de Pessoa Jurídica durante parte do primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo o empresário e delator Lúcio Funaro, Geddel teria recebido ao menos R$ 20 milhões em propinas. Funaro disse que o ex-ministro recebia dinheiro em malas entregues pessoalmente por ele.

O ex-ministro chegou a ser preso uma primeira vez sob suspeita de pressionar a família de Funaro para que ele não fechasse um acordo de delação premiada. Geddel responde a processo por essa acusação na Justiça Federal de Brasília.

Os advogados do ex-ministro e de Lúcio Vieira Lima têm afirmado que eles jamais participaram de qualquer esquema ilegal em órgãos públicos.

A defesa do ex-ministro ainda não se manifestou sobre a suposta relação de Geddel com o dinheiro e tem dito que irá se pronunciar após ter acesso à íntegra dos autos da investigação. 

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