PF considera cumprir mandado e não descarta negociação após 17h, diz delegado

Vinicius Boreki

Colaboração para o UOL, em Curitiba

O delegado da Policia Federal Igor Romário de Paula afirmou que a instituição já considera cumprir o mandado de prisão, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se apresente voluntariamente. "Não se descarta tentar a negociação após o prazo", disse.

"A expectativa de que se apresente vai diminuindo. Não será possível em Curitiba, mas há a possibilidade em São Paulo. Temos o mandado de prisão em aberto e podemos cumprir a qualquer momento. Todo o esforço é para evitar confrontos e preservar a segurança dos envolvidos", afirmou o delegado.

De acordo com ele, há equipes próximas do local onde está o ex-presidente e essa decisão será tomada por esses agentes, mas a hipótese de ingressar no Sindicato dos Metalúrgicos é remota. 

Romário de Paula falou com a imprensa após uma reunião de cerca de 1h15 com representantes da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Diep (Departamento de Inteligência ligado à Secretaria de Segurança Pública), Polícias Civil e Militar, Guarda Municipal e Exército. 

Algemas e sala especial

O delegado explicou que, mesmo que o ex-presidente não se apresente voluntariamente, será resguardado o seu direito de cumprir a pena em uma sala especial, na Superintendência da PF em Curitiba. "A regra em relação à custódia é a mesma para todos, salvo exceções decretadas pelo juiz", declarou.

A intenção da PF é cumprir o mandado sem o uso de algemas, conforme determinou o juiz Sérgio Moro. "Não me parece o perfil do ex-presidente precisar disso. Mas, se houver risco, as algemas podem ser usadas", explicou.

Esquema de segurança pode ter 750 homens no PR

O objetivo da reunião com os representantes da segurança pública do Paraná foi envolver todos os órgãos na operação e "evitar confrontos entre a população", disse o subcomandante geral da Polícia Militar Arildo Luis Dias.

De acordo com Dias, os grupos táticos estão de sobreaviso em todo o estado, se houver a necessidade de oferecer segurança ao ex-presidente. Cerca de 750 homens (300 do Batalhão de Choque, 300 de Ronda Tática Motorizada e 150 das Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas) estão à disposição para eventualidades relacionadas ao transporte ou às mobilizações contrárias e favoráveis à prisão do ex-presidente.

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