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Bolsonaro usa tuíte do PT de 2013 com apoio a Maduro para atacar Foro de SP

Presidente Jair Bolsonaro discursa durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça - Fabrice COFFRINI / AFP
Presidente Jair Bolsonaro discursa durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça Imagem: Fabrice COFFRINI / AFP

Do UOL, em São Paulo

24/01/2019 15h02Atualizada em 24/01/2019 15h13

O presidente Jair Bolsonaro resgatou uma postagem feita em 2013 no perfil oficial do Partido dos Trabalhadores no Twitter para atacar o Foro de São Paulo na tarde desta quinta-feira (24).

O tuíte do PT traz a seguinte chamada: "Foro de São Paulo faz reunião extraordinária em Caracas para apoiar Maduro", seguida de um link que não funciona mais. 

"Foro de SP consiste no grupo de países e grupos ideologicamente alinhados usando o dinheiro dos cidadãos para a manutenção de seus companheiros no poder em nome do chamam de Pátria Grande Bolivariana", escreveu o presidente hoje. "E ainda dizem que o Foro nunca existiu...".

O governo brasileiro reconheceu ontem oficialmente o deputado e presidente da Assembleia Nacional Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, momentos depois de Guaidó se autodeclarar líder do país. O Brasil já não reconhecia a legitimidade de Nicolás Maduro como presidente da Venezuela --ele tomou posse para um novo mandato no último dia 10 em meio aos protestos da comunidade internacional.

Ontem, também por meio do Twitter, lideranças de oposição ao governo Bolsonaro atacaram a decisão. "Começamos hoje na América Latina a caminhada dos conflitos que tanto repudiamos em outros continentes", escreveu no Twitter a senadora e deputada eleita Gleisi Hoffmann (PT-PR).Glesi foi à Venezuela no dia 10 de janeiro para a posse de Maduro. 

Criado nos anos 1990 por iniciativa do ex-ditador cubano Fidel Castro (1926-2016) e pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Foro de São Paulo é um grupo de discussão política que reúne partidos de esquerda de diversos países da América Latina, entre eles Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

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