Topo

Alheio à "guerra" do Senado, Flávio Bolsonaro tem dia de coadjuvante

1.fev.2019 - Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no  plenário do Senado - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
1.fev.2019 - Senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) no plenário do Senado Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO

Hanrrikson de Andrade e Leandro Prazeres

Do UOL, em Brasília

02/02/2019 09h16

No primeiro grande teste da atual legislatura, o senador mais votado do Rio de Janeiro e filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), teve uma estreia discreta em Brasília.

Na mira do Ministério Público fluminense devido a movimentações financeiras atípicas de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, o parlamentar foi um mero coadjuvante na cerimônia de posse e no início da eleição para a Presidência do Senado, nesta sexta-feira (1º).

Sua voz foi ouvida apenas no momento do juramento, quando cada congressista é chamado para repetir a expressão "assim o prometo".

Flávio foi cotado para ocupar a liderança do PSL no Senado, mas acabou marcado pelo caso Queiroz e perdeu protagonismo para o colega de bancada Major Olímpio (PSL-SP). O paulista, inclusive, lançou-se candidato à chefia do Senado e foi o escolhido para encaminhar a posição dos pesselistas em favor da votação aberta na eleição no Senado.

Durante a sessão desta sexta, Flávio passou boa parte do tempo sentado em sua posição ou conversando pelo celular. Também tirou dezenas de selfies com funcionários do Senado e assessores que transitavam pelo plenário. Em alguns momentos, reuniu-se com correligionários para conversas de bastidor.

A presença discreta em sua estreia no Senado contrasta com a força política exercida por Flávio antes do caso Queiroz. Eleito com mais de quatro milhões de votos, ele tornou-se um quadro relevante da política fluminense e foi capaz de influenciar a eleição para o governo do estado. Seu apoio a Wilson Witzel (PSC), um desconhecido até semanas antes do primeiro turno, foi fundamental para o resultado nas urnas.

Nem a confusão criada em torno da votação para a Presidência do Senado, que resultou na suspensão dos trabalhos --a sessão será retomada neste sábado (2), às 11h-- foi suficiente para fazer com que Flávio pedisse a palavra. Enquanto isso, outros estreantes na Casa, como o jornalista Jorge Kajuru (PSB-GO), abusaram do microfone.

Foi do lado de fora do plenário que Flávio mais falou em seu primeiro dia como senador.

Após ser empossado, o parlamentar negou que tenha procurado o STF (Supremo Tribunal Federal) em busca de foro privilegiado para fugir da investigação do caso envolvendo o ex-assessor Fabrício Queiroz.

"Eu cumpri a legislação, cumpri a decisão do Supremo, que é a autoridade responsável por analisar caso a caso qual é o foro competente. Foi isso que eu quis pedir nessa reclamação. Não vim pedir foro privilegiado", disse ele, que nega ter cometido qualquer irregularidade.

O filho de Jair Bolsonaro é investigado por conta de depósitos feitos em suas contas. As informações detectadas pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) fazem parte de um procedimento que apura a possibilidade de funcionários da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) terem repassado parte de seus salários para deputados estaduais, cargo que Flávio ocupava no Rio.

Sob confusão, Senado adia escolha de novo presidente

UOL Notícias

Mais Política