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Bolsonaro ironiza queda na aprovação: 'Ibope disse que eu perderia eleição'

Marcela Leite

Do UOL, em São Paulo

21/03/2019 20h47

Nesta noite, em sua transmissão semanal ao vivo pelo Facebook, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ironizou uma pesquisa do Ibope divulgada ontem, que mostra que ele é o presidente estreante mais mal avaliado em 24 anos.

"Esse índice de aprovação tem a mesma credibilidade que as pesquisas eleitorais. Vale lembrar que no ano passado, o mesmo instituto falou que eu perderia para todo mundo no segundo turno", ironizou Bolsonaro.

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Na verdade, em 10 de outubro de 2018, um dia antes do primeiro turno, as simulações eleitorais do Ibope mostravam Bolsonaro numericamente à frente de Fernando Haddad, Geraldo Alckmin e Marina Silva. Segundo o instituto, Bolsonaro só perderia para Ciro Gomes.

Em uma pesquisa Ibope divulgada em 24 de setembro de 2018, o então candidato do PSL perderia para Ciro Gomes (46% a 35%), Fernando Haddad (43% a 37%) e Geraldo Alckmin (41% a 36%) em uma simulação de segundo turno. E empataria com Marina Silva (39% a 39%), mas não perderia para todos.

A pesquisa divulgada de popularidade do governo Bolsonaro divulgada ontem pelo Ibope mostra que a administração é avaliada como "ótima ou boa" por 34% dos brasileiros.

O Ibope também diz que houve uma queda de 15 pontos na avaliação positiva do governo, e subiu 13 pontos o percentual de entrevistados que avaliam o governo negativamente desde o início do ano.

Bolsonaro fez a live no Chile, ao lado do porta-voz da Presidência, Otávio do Rêgo Barros; o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); o ministro Wagner de Campos Rosário, da Controladoria-Geral da União (CGU) e o deputado federal Hélio Lopes (PSL-RJ), que adotou o nome de Helio Bolsonaro.

O presidente está no país para o lançamento do Prosul, nova comunidade de países latino-americanos que deverá substituir a Unasul (União das Nações Sul-Americanas) que, segundo ele é "o nome-fantasia do Foro de São Paulo".

Enquanto falava sobre a visita aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Donald Trump e com a diretora da CIA, Bolsonaro voltou novamente à época das eleições e, referindo-se a Fernando Haddad (PT), disse que "se o outro candidato tivesse ganhado, ao invés de ir para os Estados Unidos estaria na Venezuela conversando com o Maduro.

Ainda durante a live, em meio a explicações sobre sua agenda semanal, reforma da Previdência e competitividade das bananas do Equador, Bolsonaro desenterrou a questão de fraude eleitoral, frequente em seus discursos enquanto candidato à Presidência. Disse que enfrentou "muita gente que diz saber na política, com recursos financeiros, com tempo de televisão" e conseguiu a "vitória, inclusive, em cima da urna eletrônica", com "muita gente apoiando".

O presidente afirmou que existe um projeto para que "as urnas possam realmente ser auditadas no futuro", mas não deu mais detalhes sobre o assunto.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.