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"Se Deus quiser vamos ter o relator da Previdência hoje", diz Onyx

Pedro Ladeira/Folhapress, PODER
Imagem: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

28/03/2019 15h14Atualizada em 28/03/2019 16h50

O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, disse hoje que, "se Deus quiser", o relator da reforma da Previdência será definido hoje. A declaração foi feita após reunião no início da tarde de hoje entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP).

O ministro deixou a residência oficial da Câmara e seguiu com a deputada para a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), na Câmara. Eles vão se encontrar ainda nesta quinta com líderes da Casa e o presidente do colegiado, Felipe Francischini (PSL-PR) para tentar escolher o relator.

O deputado selecionado para relatar o primeiro passo da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) deve ser do PSL ou do Novo, partidos que o presidente da CCJ entende como alinhados ao projeto.

A escolha foi prometida para semana passada, mas com a crise entre Maia e o presidente Jair Bolsonaro (PSL), o ambiente na Casa ficou sensível.

A dificuldade de ter uma base ou mesmo uma projeção de quais partidos poderiam compor e ajudar o governo a aprovar o projeto retardou a escolha do relator.

Outro impacto da indecisão foi a ausência do ministro Paulo Guedes (Economia) à CCJ. Ele tinha se comprometido a ir ao colegiado na terça-feira, mas evitou comparecer ao local com receio de ser bombardeado e piorar a relação entre os poderes.

Mais cedo, Maia se reuniu com Guedes e líderes da Câmara para debater o andamento da Previdência na Casa. O presidente da Câmara disse que o bate-boca com Bolsonaro está "encerrado".

Guedes se comprometeu a ir, na próxima quarta-feira, à CCJ defender a reforma e explicar pontos para os deputados que vão analisar a legalidade da proposta. A partir daí começa, de fato, a discussão em torno do conteúdo da reforma. Maia deve definir uma Comissão Especial para analisar propostas de emendas e enviar o projeto ao Plenário.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.