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"Absurdo seria STF não julgar", diz advogado de Lula

Marlene Bergamo - 26.abr.2019/Folhapress
Imagem: Marlene Bergamo - 26.abr.2019/Folhapress

Vinicius Konchinski

Colaboração para o UOL, em Curitiba

25/06/2019 16h33Atualizada em 25/06/2019 17h36

Dois advogados da equipe de defesa de Luiz Inácio Lula da Silva entraram às 16h de hoje na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba para acompanhar junto com o ex-presidente a análise de seu pedido de liberdade em julgamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

A decisão da Corte de analisar o recurso não era esperada pela defesa, apesar dos esforços neste sentido. Assim que o STF iniciou o julgamento, porém, parte da equipe de advogados de Lula que está em Curitiba dirigiu-se rapidamente à sede da PF.

"O absurdo seria o STF não julgar. O STF tem que se posicionar", disse o advogado Emídio de Souza, antes de entrar no prédio para visitar o ex-presidente. Souza entrou na PF acompanhado do advogado Manoel Caetano.

Cristiano Zanin e José Roberto Batochio, que também defendem Lula, estão em Brasília defendendo na sessão do STF a liberdade de Lula.

Do lado de fora da PF, cerca de uma centena de militantes acompanha como pode o julgamento. Como não há transmissão, a maioria das informações chega a eles via mensagens em aplicativos, site de notícias ou mesmo em rodas de conversa.

Lula se recusa a usar tornozeleira

Do lado de fora da sede da PF, advogados que monitoraram o andamento do processo do ex-presidente acreditam que uma decisão liminar do STF pode libertar Lula. Essa decisão, contudo, deve impor condicionantes à soltura, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Lula já afirmou em entrevistas que não pretende sair da prisão com tornozeleira. Os advogados que visitam o presidente nesta tarde devem discutir possíveis condicionantes com ele.

Decisão surpreendeu militantes

A decisão do STF de julgar o recurso de Lula também surpreendeu os militantes. Ontem, uma caravana de cinco ônibus viajou para Curitiba para acompanhar da capital paranaense o julgamento. Após notícias sobre um adiamento circularem, dois desses ônibus deixaram a cidade.

Uma caravana de militantes que vinha de Brasília em três ônibus desistiu da viagem após a divulgação de notícias sobre um adiamento.

Agora, com o julgamento em andamento, os militantes que participam da Vigília Lula Livre, em frente à PF, passaram a entoar cantos defendendo a soltura imediata do ex-presidente.

O que dizem as mensagens atribuídas a Moro?

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