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Moro parabeniza operação que levou à prisão de suspeitos de ação hacker

Adriano Machado/Reuters
Imagem: Adriano Machado/Reuters

Guilherme Mazieiro

Do UOL, em Brasília

24/07/2019 14h27

Alvo da ação de hackers no mês passado, o ministro Sergio Moro (Justiça), parabenizou a Polícia Federal, o Ministério Público Federal (MPF) e a Justiça Federal pela operação que prendeu ontem quatro suspeitos de praticarem os crimes cibernéticos contra ele e outras autoridades. O ministro chamou os suspeitos de "fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime".

"Pessoas com antecedentes criminais, envolvidas em várias espécies de crimes. Elas, a fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime", escreveu em sua conta pessoal no Twitter.

Ao usar a expressão "fonte de confiança", Moro cita um termo mencionado pelo site The Intercept Brasil, que vem divulgando desde junho conversas privadas entre o ministro e os procuradores da operação Lava Jato. O site diz ter obtido os diálogos através de uma fonte de confiança. Porém, a PF, o MPF e a Justiça Federal não atribuem aos quatro presos na operação de ontem o envolvimento no fornecimento de informações ao site The Intercept Brasil.

Por ser ministro da Justiça, Moro é a maior autoridade sobre a Polícia Federal.

As suspeitas de invasão hacker ao celular do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, não constam dessa investigação, mas do inquérito aberto pela PF na capital paranaense.

Durante a manhã de hoje (24), Moro esteve reunido com o presidente Jair Bolsonaro (PSL), mas não foi divulgado o assunto da reunião.

"Leio, na decisão do Juiz, a referência a 5.616 ligações efetuadas pelo grupo com o mesmo modus operandi e suspeitas, portanto, de serem hackeamentos. Meu terminal só recebeu três. Preocupante", considerou Moro.

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