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Bolsonaro ironiza convite de Bachelet a Ana Estela Haddad: tirem conclusões

O presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Planalto na quinta (5) - Adriano Machado/Reuters
O presidente Jair Bolsonaro em cerimônia no Planalto na quinta (5) Imagem: Adriano Machado/Reuters

Do UOL, em São Paulo

06/09/2019 07h02

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) fez uma postagem no Facebook na madrugada de hoje ironizando a notícia de um convite feito pela ex-pesidente do Chile Michelle Bachelet a Ana Estela Haddad, esposa de seu adversário no segundo turno das Eleições de 2018, Fernando Haddad (PT).

Na legenda, Bolsonaro escreveu para seus seguidores tirarem suas conclusões, em uma clara referência à polêmica criada após o presidente responder uma declaração de Bachelet citando o seu pai Alberto, vítima da ditadura de Augusto Pinochet.

Segundo a colunista Monica Bergamo, da Folha de S.Paulo, o convite foi feito para Ana Estela integrar uma rede internacional de proteção à infância na América Latina. Atualmente, Bachelet é Comissária de Direitos Humanos da ONU. Já Ana Estela foi lembrada pela experiência de políticas públicas coordenadas por ela na gestão de Fernando Haddad na prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016.

A reação de Bolsonaro a uma declaração de Michelle Bachelet teve grande repercussão, com críticas especialmente à citação ao pai da ex-presidente do Chile. Alberto foi preso, torturado e morto pela ditadura militar no país.

"Michelle Bachelet, seguindo a linha de Macron em se intrometer nos assuntos internos e na soberania brasileira, investe contra o Brasil na agenda de direitos humanos (de bandidos), atacando nossos valorosos policiais civis e militares", escreveu o presidente nas redes sociais.

"Diz ainda que o Brasil perde espaço democrático, mas se esquece que seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época", acrescentou Bolsonaro.

A declaração de Micelle que desagradou Bolsonaro foi feita durante uma conferência na ONU. "Nos últimos meses, observamos (no Brasil) uma redução do espaço cívico e democrático, caracterizado por ataques contra defensores dos direitos humanos, restrições impostas ao trabalho da sociedade civil", disse a Comissária de Direitos Humanos da ONU.

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