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Moro compara "negacionismo" de Bolsonaro a participação do PT no Petrolão

Do UOL, em São Paulo

10/06/2020 15h25

O ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro criticou a polarização criada por governos populistas e comparou o negacionismo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) à participação do PT no esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, chamado de Petrolão.

"Temos um sério problema com o populismo na América Latina. O que eu chamo aqui de populismo, seja de direita ou de esquerda, é esse discurso que muitas vezes apela para o irracional, para a polarização política, para a criação de divisões na sociedade entre amigos e inimigos, quando numa sociedade democrática nós podemos ter divergência", afirmou o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública ao participar do debate "Democracia, estado de direito e combate à corrupção", apresentado por Jorge Fontevecchia.

Moro ainda afirmou que é muito comum em políticos populistas um comportamento de "negar a existência do problema", citando as atitudes do presidente Jair Bolsonaro frente à pandemia do novo coronavírus.

"Uma forma de coibir o diálogo, de impedir a criação de políticas públicas consistentes é essa atitude, muito presente em políticos populistas, de até mesmo negar a existência do problema. No Brasil isso pode ser identificado hoje com a postura do presidente da República em relação à pandemia do coronavírus. É uma postura principalmente negacionista quanto a gravidade do problema, o próprio presidente utilizou expressões diminutivas em relação à pandemia", declarou o ex-ministro do governo Bolsonaro.

Depois, ele completou: "Da mesma forma, esse negacionismo eu vi no PT. O esquema gigantesco de corrupção na Petrobras, aconteceu durante o governo federal do presidente que foi eleito pelo Partido dos Trabalhadores e o esquema criminoso servia para enriquecer ilicitamente agentes e funcionários públicos, mas também agentes políticos e financiar ilegalmente campanhas", disse.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.