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Política

Serra chama operação da PF de 'abusiva' e vê 'espetacularização'

Do UOL, em São Paulo

21/07/2020 11h10Atualizada em 22/07/2020 00h16

O senador José Serra (PSDB-SP) chamou de "abusiva" a operação de busca e apreensão realizada hoje pela Polícia Federal em seus imóveis e gabinete. Em nota enviada à imprensa, o político tucano definiu a ação como uma "espetacularização".

"José Serra lamenta a espetacularização que tem permeado ações deste tipo no país, reforça que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos. Importante reforçar que todas as contas de sua campanha, sempre a cargo do partido, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral", disse o comunicado.

A operação de hoje investiga irregularidades relacionadas à campanha de José Serra ao Senado em 2014. Segundo as investigações, a campanha recebeu R$ 5 milhões que não foram contabilizados.

Na nota, Serra afirma que as acusações são falsas e que confia no Poder Judiciário para esclarecer o caso da melhor forma possível.

Veja o comunicado:

O senador José Serra foi surpreendido esta manhã com nova e abusiva operação de busca e apreensão em seus endereços, dois dos quais já haviam sido vasculhados há menos de 20 dias pela Polícia Federal. A decisão da Justiça Eleitoral é baseada em fatos antigos e em investigação até então desconhecida do senador e de sua defesa, na qual, ressalte-se, José Serra jamais foi ouvido.

José Serra lamenta a espetacularização que tem permeado ações deste tipo no país, reforça que jamais recebeu vantagens indevidas ao longo dos seus 40 anos de vida pública e sempre pautou sua carreira política na lisura e austeridade em relação aos gastos públicos. Importante reforçar que todas as contas de sua campanha, sempre a cargo do partido, foram aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Serra mantém sua confiança no Poder Judiciário e espera que esse caso seja esclarecido da melhor forma possível, para evitar que prosperem acusações falsas que atinjam sua honra.

Os advogados do tucano, Sepúlveda Pertence e Flávia Rahal, disseram que "nada justifica a realização de buscas e apreensõe" e que há "clara violação à separação dos Poderes".

"É ilegal, abusiva e acintosa a atuação dos órgãos de investigação no presente caso, ao tratar de fatos antigos, prescritos, para gerar investigações sigilosas e desconhecidas do senador e de sua sefesa e nas quais ele nunca teve a oportunidade de ser ouvido", diz a nota divulgada pelos advogados.

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