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Coronavírus

Bolsonaro aposta em vacina de Oxford: 'Não é daquele outro país'

Do UOL, em São Paulo

30/07/2020 19h35Atualizada em 31/07/2020 12h34

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) elogiou hoje a candidata à vacina contra a covid-19 que está sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, e testada no Brasil. Durante sua live semanal, Bolsonaro disse apostar que "tudo dará certo" e que o país receberá 100 milhões de doses da vacina em 2020.

"Se fala muito sobre a vacina da covid-19. Nós entramos naquele consórcio de Oxford, e pelo que tudo indica [a vacina] vai dar certo e 100 milhões de unidades chegarão para nós. Não é daquele outro país, não. Tá ok, pessoal?", disse o presidente, possivelmente fazendo referência à China, que está desenvolvendo uma vacina em parceria com o Instituto Butantan, em São Paulo.

A vacina de Oxford, já na fase de testes em larga escala em humanos, é desenvolvida em parceria com a AstraZeneca. Os testes no Brasil estão sendo feitos em estudo liderado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

No fim de junho, o Ministério da Saúde anunciou ter intermediado um acordo entre a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e a biofarmacêutica para a compra de lotes e transferência de tecnologia. Segundo a Folha de S.Paulo, porém, o contrato ainda não foi assinado.

Hoje mais cedo, a AstraZeneca afirmou que está tendo "bons resultados" com sua vacina, vista amplamente como a líder na corrida por uma imunização contra o novo coronavírus.

"O desenvolvimento da vacina está progredindo bem. Até agora, recebemos bons dados. Precisamos mostrar a eficiência do programa clínico, mas por enquanto tudo vai bem", disse o presidente-executivo da empresa, Pascal Soriot, em uma teleconferência com a imprensa.

Vacina da China também está avançada

A CoronaVac, candidata da empresa chinesa Sinovac desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, está na terceira fase de testes no Brasil. O estudo clínico, também em fase avançada, envolve 9 mil voluntários da área da saúde.

Ontem, o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou ser possível que 60 milhões de doses da CoronaVac fiquem prontas a partir de outubro e mais 60 milhões sejam entregues no primeiro trimestre de 2021.

Para tanto, empresários se comprometeram a doar R$ 96 milhões para o Instituto Butantan e, assim, dobrar sua capacidade de produção. O acordo foi selado na manhã de ontem e posteriormente divulgado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), durante uma coletiva.

"Prova da generosidade do empresariado de São Paulo e daqueles que acreditam que a esperança da vacina não é apenas para salvar vidas, mas também para salvar e proteger a economia de São Paulo e do Brasil", disse Doria.

*Com Reuters

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