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PGR defende que nova delação feita por Cabral seja anulada

Sérgio Cabral (MDB) fez delação sem anuência do Ministério Público - Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Sérgio Cabral (MDB) fez delação sem anuência do Ministério Público Imagem: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

Colaboração para o UOL

14/05/2021 18h39

A PGR (Procuradoria Geral da República) enviou hoje uma manifestação ao STF (Supremo Tribunal Federal) para reiterar que é contra a homologação da recente delação feita pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral.

Edson Fachin, ministro do STF, encaminhou a solicitação de um novo posicionamento da PGR. Isso aconteceu após pedidos formulados pela polícia, que recebeu a delação na qual Cabral relata uma suposta venda de decisões para Dias Toffoli, ministro do STF.

Mas a PGR defendeu a "boa-fé e lealdade" de Cabral, assim como inidoneidade de declarações prestadas pelo ex-governador.

"A manifestação retoma os argumentos já apresentados há mais de um ano em agravo regimental. Em março de 2020, a PGR contestou a homologação do acordo assinado com o ex-governador seguindo o mesmo entendimento da gestão anterior do órgão e da então força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro. Após análise do novo material, o Ministério Público Federal identificou que novamente os relatos estão desacompanhados de elementos de corroboração", informou a PGR.

A manifestação da PGR, assinada pelo vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques de Medeiros, destacou que a polícia não deve firmar acordos de colaboração sem a anuência do Ministério Público, como foi feito neste caso. "Para a PGR, o método adotado abre espaço para que o colaborador faça novas afirmações e acusações em momentos que julgar oportuno".

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