PUBLICIDADE
Topo

Conteúdo publicado há
3 meses

Witzel terá 15 dias para explicar falas questionadas por Flávio Bolsonaro

Ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, durante depoimento na CPI da Covid - Jefferson Rudy/Agência Senado
Ex-governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, durante depoimento na CPI da Covid Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Denise Bonfim

Do UOL, em São Paulo

28/06/2021 18h38

A Justiça do Rio de Janeiro determinou que o ex-governador Wilson Witzel explique nos próximos 15 dias suas falas na CPI da Covid. A decisão é do juiz Ricardo Coronha Pinheiro, da 39ª Vara Criminal do Estado, em processo movido pelo senador Flávio Bolsonaro.

No depoimento, Witzel afirmou que os hospitais federais do Rio de Janeiro tinham um "dono", e fez menção à morte da vereadora Marielle Franco. Na ação, os advogados do senador afirmam que Witzel cometeu os delitos de calúnia, difamação e injúria ao relacionar as situações ao filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Witzel prometeu esmiuçar os assuntos em um depoimento sigiloso, aprovado pela Comissão na semana passada. O ex-governador afirmou ter um "fato gravíssimo a revelar" uma suposta intervenção do governo federal em sua administração no estado do RJ.

O ex-governador do Rio de Janeiro prestou depoimento à CPI da Covid na quarta-feira (16). Ele foi chamado para explicar as denúncias de irregularidades no uso de verbas públicas durante a pandemia no estado, o que culminou com seu impeachment.

Ao ser questionado sobre suposto superfaturamento na compra de respiradores, Witzel abandonou da sessão, utilizando-se de um habeas corpus concedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que lhe permitia ficar em silêncio diante dos senadores.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.