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Witzel diz que só falará em sessão sigilosa da CPI após proteção policial

Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro, é ouvido pela CPI da Covid - Edilson Rodrigues/Agência Senado
Wilson Witzel, ex-governador do Rio de Janeiro, é ouvido pela CPI da Covid Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

23/06/2021 14h59Atualizada em 23/06/2021 15h20

O ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel afirmou que só prestará depoimento em sessão sigilosa da CPI da Covid após proteção policial. Ele alega questões de segurança própria e de sua família ao fazer a exigência.

"Informo ainda, que só irei falar após proteção policial, por questões de segurança minha e de minha família e para garantia da efetividade das possíveis medidas a serem tomadas", escreveu Witzel em nota à imprensa publicada em suas redes sociais.

Os senadores da CPI da Covid aprovaram hoje a realização de uma sessão sigilosa com Witzel, que na semana passada disse, em depoimento à comissão, ter um "fato gravíssimo a revelar". Segundo o ex-governador, o fato teria relação com a investigação da CPI, sobre eventual intervenção do governo federal em sua administração no estado do Rio de Janeiro.

Na nota, Witzel diz que, na reunião, apresentará indícios que confirmam o que já foi dito por ele em seu primeiro depoimento à CPI e outras questões que envolvem a "violação do Estado Democrático de Direito" no país.

"Fui vítima direta deste projeto antidemocrático, e não quero que ninguém mais seja", afirmou. "É preciso por um ponto final, e a CPI pode e deve fazer isto."

Witzel deixou sessão da CPI da Covid

O ex-governador do Rio de Janeiro prestou depoimento à CPI da Covid na quarta-feira (16). Ele foi chamado para explicar as denúncias de irregularidades no uso de verbas públicas durante a pandemia no estado, o que culminou com seu impeachment.

Ao ser questionado sobre suposto superfaturamento na compra de respiradores, Witzel abandonou da sessão, utilizando-se de um habeas corpus concedido pelo STF (Supremo Tribunal Federal), que lhe permitia ficar em silêncio diante dos senadores.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.