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3 meses

Pressão de grupos prioritários prejudicou vacinação, diz ex-chefe do PNI

Hanrrikson de Andrade e Thais Augusto

Do UOL, em Brasília e em São Paulo

08/07/2021 11h48Atualizada em 08/07/2021 13h43

A ex-coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações) Francieli Fontana Fantinato disse hoje que a pressão para incluir grupos como prioritários prejudicou a campanha de vacinação. Ela presta depoimento hoje na CPI da Covid.

"Sofrer pressão de todos os segmentos para entrada de grupos trouxe dificuldades na execução da campanha. Se tivesse vacina suficiente, não precisaria dessa fragmentação", afirmou Francieli.

Ela explicou como foram definidos os primeiros grupos prioritários: "Definiram-se objetivos para a vacinação, que eram, primeiramente, a manutenção da força de trabalho do setor saúde, porque a gente precisava que esses profissionais estivessem vacinados para poder atender a população brasileira. Na sequência, aqueles que mais morriam por morbidade e mortalidade e, na sequência, a manutenção do funcionamento dos serviços essenciais".

Essa definição dos grupos prioritários foi porque a gente imaginou que talvez não conseguisse vacinar, num primeiro momento, toda a população brasileira.
Francieli Fantinato na CPI da Covid

A profissional estava à frente das políticas de vacinação do país desde outubro de 2019 e pediu demissão do cargo na semana passada.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.