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Mandetta: 'país está um barril de pólvora e Bolsonaro está querendo fumar'

Mandetta vê relação direta entre o que ele chamou de "ocupação militar burra" do Ministério da Saúde com avanço de mortes por covid-19 - Edilson Rodrigues/Agência Senado
Mandetta vê relação direta entre o que ele chamou de "ocupação militar burra" do Ministério da Saúde com avanço de mortes por covid-19 Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Do UOL, em São Paulo

09/07/2021 16h44Atualizada em 09/07/2021 16h52

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta declarou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) está minimizando a crise que o Brasil atravessa. Para isso, Mandetta utilizou uma metáfora, afirmando que o país se tornou um barril de pólvora e que o presidente "quer fumar".

O país está um barril de pólvora com álcool, palha e gasolina, e Bolsonaro está querendo fumar. Todo dia ele fala que não vai ter eleição, que a urna não presta, que é o 'meu Exército'
Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde

Em entrevista ao portal Metrópoles, Mandetta disse ainda que a nota emitida pelas Forças Armadas em parceria com o Ministério da Defesa sobre as declarações do presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM) não se trata de uma tentativa de intimidação, mas uma ameaça concreta.

Na visão do ex-ministro, há uma relação direta entre o que ele chamou de "ocupação militar burra" do Ministério da Saúde com as mortes por covid-19 que poderiam ser evitadas, caso o governo federal apostasse na vacinação como prioridade.

Os militares não são cúmplices, são coautores
Luiz Henrique Mandetta, ex-ministro da Saúde

Bolsonaro voltou a ameaçar eleições de 2022

Em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a ameaçar a realização de eleições em 2022. Sem apresentar qualquer tipo de provas, o presidente disse que as eleições poderão ser fraudadas no próximo ano.

Ao mesmo tempo, Bolsonaro afirmou que já sabe quem irá ser eleito como presidente da República e questionou os apoiadores: '"A gente vai deixar entregar?"

As declarações de Bolsonaro acontecem um dia após o Datafolha divulgar dados sobre a queda de popularidade do presidente: agora, 51% dos entrevistados reprovam a sua gestão.

Esse é o maior índice dos 13 levantamentos realizados pelo instituto desde que o Bolsonaro assumiu o governo, em 2019.

Hoje, novos dados sobre a corrida eleitoral para a Presidência da República do próximo ano foram divulgadas pelo Datafolha e mostram que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou vantagem sobre Bolsonaro, marcando 58% das intenções de votos no segundo turno, contra 31% a favor do atual presidente.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.