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Morre aos 75 anos o economista e ex-ministro João Sayad

João Sayad foi ministro do Planejamento do governo Sarney, além de secretário estadual de Cultura de São Paulo entre 2007 e 2010 - Filipe Redondo/Folha Imagem
João Sayad foi ministro do Planejamento do governo Sarney, além de secretário estadual de Cultura de São Paulo entre 2007 e 2010 Imagem: Filipe Redondo/Folha Imagem

Do UOL, em São Paulo

05/09/2021 19h49Atualizada em 05/09/2021 19h55

O economista e ex-ministro do Planejamento João Sayad morreu hoje, em São Paulo, aos 75 anos. Segundo o hospital Sírio-Libanês, onde ele estava internado, o falecimento ocorreu "em decorrência de complicações onco-hematológicas". Segundo um amigo da família, Sayad enfrentava um câncer há anos.

Professor da FEA-USP (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo), Sayad comandou a pasta do Planejamento no governo José Sarney, de março a setembro de 1985, e participou da elaboração e implementação do Plano Cruzado.

Sayad também foi secretário estadual de Finanças de São Paulo no governo de Franco Montoro (à época no PMDB); secretário municipal da Fazenda entre 2001 e 2003, na gestão de Marta Suplicy (então no PT); e secretário estadual de Cultura no governo de José Serra (PSDB).

Nascido em São Paulo em 10 de outubro de 1945, Sayad se formou em economia pela FEA-USP, mesma instituição em que se fez mestre. Depois, foi para a Universidade Yale, nos Estados Unidos, onde obteve o título de PhD em economia.

Durante sua carreira, foi um dos fundadores do banco SRL, que depois foi comprado pelo grupo American Express. Foi articulista da Folha, e escreveu artigos para a coluna "Opinião Econômica". Foi vice-presidente de finanças e administração do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e também presidiu a TV Cultura entre 2010 e 2012.

Nas redes sociais, nomes da política e da economia, principalmente do meio acadêmico, lamentaram o falecimento.

O ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro da Educação Fernando Haddad (PT) disse, via Twitter, que Sayad foi "uma das pessoas mais admiráveis" que conheceu. "Não cabe num tuíte nem numa biblioteca o tamanho desse ser humano. Que perda enorme! Choro um irmão!", escreveu.

O diretor-executivo da IFI (Instituição Fiscal Independente), Felipe Salto, disse que Sayad tinha "espírito público genuíno". Para Alexandre Schneider, pesquisador da FGV (Fundação Getulio Vargas) e ex-secretário municipal de Educação de São Paulo, Sayad foi "um gigante da economia".

A economista Leda Paulani, professora da USP e ex-secretária municipal de Planejamento de São Paulo, declarou via Twitter que Sayad "era uma figura ímpar, um economista diferenciado, de espírito iluminado e inquieto, e amplos horizontes intelectuais".

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