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1 mês

PF ouve ex-assessor de Trump em inquérito sobre atos antidemocráticos

Do UOL, em São Paulo

07/09/2021 15h06Atualizada em 07/09/2021 15h08

O ex-assessor do ex-presidente americano Donald Trump, Jason Miller, foi interrogado hoje pela Polícia Federal em Brasília, dentro do inquérito que investiga a organização e o financiamento das manifestações antidemocráticas no Brasil.

Miller esteve no Brasil para participar da Conferência de Ação Política Conservadora, evento organizado no final de semana pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) e do qual participaram o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ministros do seu governo.

Miller e Gerald Almeida Brant, que também integrava o grupo norte-americano, foram ouvidos a pedido do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

Após o depoimento, realizado nas dependências da PF no Aeroporto Internacional de Brasília, os dois foram liberados para retornar aos Estados Unidos.

Os advogados dos dois disseram por meio de nota que seus clientes "não tiveram acesso integral aos autos dos aludidos inquéritos, motivo pelo qual valeram-se do direito constitucional ao silêncio".

A defesa diz ainda estar "à disposição das autoridades pertinentes para apresentação de esclarecimentos complementares".

O inquérito investiga a articulação de grupos bolsonaristas nas redes sociais com ataques às instituições democráticas.

Miller é criador de uma rede social chamada Gettr, criada para abrir espaço para Trump na internet após o ex-presidente ser banido das grandes plataformas.

O governo Bolsonaro teve início em 1º de janeiro de 2019, com a posse do presidente Jair Bolsonaro (então no PSL) e de seu vice-presidente, o general Hamilton Mourão (PRTB). Ao longo de seu mandato, Bolsonaro saiu do PSL e ficou sem partido. Os ministérios contam com alta participação de militares. Bolsonaro coloca seu alinhamento político à direita e entre os conservadores nos costumes.