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Conteúdo publicado há
15 dias

Aziz questiona atuação da ANS sobre Prevent e quer que agência fale na CPI

Do UOL, em São Paulo

28/09/2021 17h01Atualizada em 28/09/2021 17h30

O senador e presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), questionou hoje a atuação da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) em meio à pandemia de covid-19. Ele defendeu que representantes da agência devem depor na comissão.

"A Agência Nacional de Saúde não tomou providência nenhuma e ela que regula esses planos. A Prevent Senior é saúde suplementar, ela tem regras a cumprir com a ANS", disse Aziz. "Qual é a ligação da ANS com a Prevent Senior, que ela que tinha que fiscalizar. Por que não fiscalizou?", completou

O senador então defendeu que um representante da agência seja convocado a depor na CPI. "Eu creio que antes de chamar qualquer outra pessoa, era necessário nós trazermos a ANS aqui".

Aziz ainda levantou a possibilidade de que a nomeação da diretoria da agência tenha se dado justamente de forma a evitar fiscalizações que não fossem de interesse político: "Porque eu tenho informações de que aquilo ali é uma nomeação política e não abre a boca. A ANS não se posiciona, ninguém pergunta pela ANS".

A ANS faz o que afinal de contas? Tá ali pra quê? Faz o que no Brasil a ANS que permite que a Prevent Senior cometa esse crime contra a vida das pessoas? Então a ANS tem que vir aqui prestar explicações."
Omar Aziz, senador e presidente da CPI da Covid

A manifestação de Aziz aconteceu após a depoente de hoje, Bruna Morato, advogada de médicos da Prevent Senior, relatar que pacientes não terminais da Prevent Senior eram tratados com cuidados paliativos a fim de economizar recursos.

Esta é uma entre inúmeras denúncias de irregularidades e omissões supostamente cometidas pela Prevent Senior no tratamento de pacientes com covid-19.

A CPI da Covid foi criada no Senado após determinação do Supremo. A comissão, formada por 11 senadores (maioria é independente ou de oposição), investiga ações e omissões do governo Bolsonaro na pandemia do coronavírus e repasses federais a estados e municípios. Tem prazo inicial (prorrogável) de 90 dias. Seu relatório final será enviado ao Ministério Público para eventuais criminalizações.