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Justiça do Ceará condena Ciro Gomes a pagar R$ 8 mil a Eunício Oliveira

Ciro Gomes chamou Eunício de "Pinóquio" durante campanha eleitoral - Evaristo Sá/AFP
Ciro Gomes chamou Eunício de "Pinóquio" durante campanha eleitoral Imagem: Evaristo Sá/AFP

Do UOL, em São Paulo

01/12/2021 16h23

A Justiça do Ceará condenou Ciro Gomes (PDT) a pagar uma indenização de R$ 8 mil ao ex-senador Eunício Oliveira (MDB-CE) por dano moral, devido a ofensas proferidas em 2014. Na ocasião, Ciro usou as redes sociais para chamar Eunício de "pinóquio" ao falar do patrimônio do emedebista.

O valor fixado será doado para uma entidade social de combate às drogas, conforme aponta a decisão da juíza Antonia Dilce Rodrigues Feijão, da 36ª Vara Cível do TJCE (Tribunal de Justiça do Ceará). Para a magistrada, Ciro extrapolou o limite ético e da liberdade de expressão ao questionar a origem do dinheiro de Eunício.

"O réu ainda formula sérias acusações contra o autor ao questionar a origem do seu patrimônio suscitando que a 'fortuna' do promovente decorre de contratos obscuros com a Petrobras, entretanto não produziu qualquer prova que ateste que essa informação é verossímil, dessa forma não observou o compromisso ético em somente divulgar informações verídicas e amparadas em indícios de ocorrência de supostos crimes pelo autor", escreveu a juíza.

Para a magistrada, Ciro poderia ter usado "meios legítimos" caso tivesse informações sobre prática de crime por parte de Eunício, mas ao usar as redes sociais "proferiu expressões" que "em nada informou ou acrescentou ao saudável debate político no Estado do Ceará".

O UOL procurou a assessoria de imprensa de Ciro Gomes para comentar a decisão. Caso haja um posicionamento, essa matéria será atualizada.

Na última quinta-feira (25), uma outra decisão condenou Eunício Oliveira a pagar R$ 50 mil por danos morais a Ciro Gomes. Na ação, o ex-governador lista uma série de episódios em que teria sido ofendido pelo rival, como em uma entrevista de 2015, na qual o emedebista se referiu a Ciro como o "batedor de carteira", "sem escrúpulos" e "cooptador de partido"

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