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2 meses

Bolsonaro: Indícios de que 'fizeram alguma maldade' com desaparecidos no AM

Do UOL, em São Paulo

13/06/2022 09h42Atualizada em 13/06/2022 16h40

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou hoje que indícios levam a crer que será difícil encontrar o jornalista britânico Dom Phillips e o indigenista Bruno Pereira com vida, após oito dias do desaparecimento.

Estou acompanhando [as buscas dos corpos do jornalista Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira]. Agora, os indícios levam a crer que fizeram alguma maldade com eles. Foram encontradas vísceras humanas, que já estão aqui em Brasília para se fazer o DNA.
Jair Bolsonaro, em entrevista à rádio CBN Recife

"E, pelo tempo, já temos aqui oito dias, vai ser muito difícil encontrá-los com vida. Eu peço a Deus que os encontrem com vida, mas os indícios levam para o contrário no momento", acrescentou.

Crítica a Barroso

Na sequência, Bolsonaro reclamou de decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Luís Roberto Barroso, que mandou o governo federal adotar imediatamente "todas as providências necessárias" para a localização do jornalista e do indigenista.

Agora é dispensável o senhor Barroso, o 'dono da verdade', dar cinco dias para o presidente explicar ou achar esses dois que desapareceram na região Amazônica. Agora, embora não tenha o número exato, é preciso dizer para o senhor Barroso que temos dezenas de milhares de pessoas que desaparecem no Brasil. Agora ele se preocupou apenas com esses dois.

Dois corpos encontrados

Minutos depois da fala de Bolsonaro à emissora, Alessandra Sampaio, mulher do jornalista, afirmou que os corpos do marido e do indigenista brasileiro haviam sido encontrados, de acordo com o canal de notícias GloboNews. As autoridades, no entanto, ainda não confirmaram a informação.

Dom Phillips, que escreve para o The Guardian, Washington Post e outras publicações, foi visto pela última vez no domingo (5), junto com Bruno Pereira, que já teve cargo de coordenador na Funai (Fundação Nacional do Índio).

Eles estavam em viagem para reportagem no Vale do Javari, área remota de selva que abriga o maior número de indígenas isolados do mundo. A região é alvo de garimpo e pesca ilegais e também de traficantes de drogas.

O governo enviou representantes da Marinha, do Exército e da Polícia Federal para atuar nos trabalhos de buscas.

Pescadores foram interrogados, mas apenas um foi levado algemado para a delegacia, afirmou o prefeito de Atalaia do Norte, Denis Paiva, em entrevista à Reuters. Ele identificou o homem como Amarildo da Costa, conhecido localmente como "Pelado".

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