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'É um clamor popular', diz secretário de SP sobre mudança de nome da GCM

Orlando Morando na cerimônia de diplomação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (esq); Morando foi nomeado secretário de Segurança Urbana da capital - Reprodução/Instagram Orlando Morando na cerimônia de diplomação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (esq); Morando foi nomeado secretário de Segurança Urbana da capital - Reprodução/Instagram
Orlando Morando na cerimônia de diplomação do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (esq); Morando foi nomeado secretário de Segurança Urbana da capital Imagem: Reprodução/Instagram

Do UOL, em São Paulo

24/03/2025 22h08Atualizada em 26/03/2025 13h14

O secretário de segurança urbana de São Paulo, Orlando Morando, defendeu hoje a mudança de nome da GCM (Guarda Civil Metropolitana) para Polícia Municipal, que foi aprovada por vereadores, mas suspensa pela Justiça.

O que aconteceu

"A GCM cumpre um papel de polícia", disse Morando. "Está sendo dado a ela o nome ligado a atribuição que ela cumpre", afirmou ele.

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"A gente tem que ter coragem de agir onde é necessário", afirmou Morando sobre ações na Paulista. Segundo ele, a avenida era o local de São Paulo com maior número de roubos e furtos de celulares —o que justificou a ação da GCM.

"O item principal nas nossas vidas passou a ser a segurança", disse secretário. Batizado de "Paulista mais segura", o programa iniciou suas atividades na última sexta.

Declarações foram dadas durante evento nos Jardins nesta segunda. Organizada pela Ame Jardins (Associação de moradores do bairro), a iniciativa reuniu autoridades para discutir segurança após mudanças na GCM (Guarda Civil Metropolitana).

GCM na mira

Vereadores aprovaram projeto que transformou GCM em Polícia Municipal. Votação aconteceu no último dia 13 e mudança de nome não envolveu definição de novas atribuições.

Em fevereiro, o Supremo Tribunal Federal autorizou municípios a criarem guardas que "atuem em ações de segurança urbana". O tribunal definiu que essas corporações podem fazer policiamento ostensivo, patrulhamento e revista a suspeitos desde que não se sobreponham aos trabalhos das polícias Civil e Militar.

Após aprovação, Justiça suspendeu mudança de nome. A determinação aconteceu após pedido do Ministério Público via ação direta de inconstitucionalidade. De acordo com o órgão, a Constituição não permite o uso do nome "polícia" por corporações como a GCM.

Segurança é hoje a principal preocupação dos paulistanos. O dado consta em levantamento feito pelo Ipec com 700 pessoas a pedido da Rede Nossa São Paulo em dezembro. Tema foi citado por 74% dos entrevistados, à frente de saúde (36%) e transporte coletivo (15%).


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