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Suplementação de vitaminas não é para todos, defendem os especialistas

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Cabe a recomendação de só recorrer à complementação com orientação de um nutricionista ou médico Imagem: Thinkstock

Rosana Faria de Freitas

Do UOL, em São Paulo

2013-05-13T07:00:00

13/05/2013 07h00

A dúvida é mais comum do que se imagina: vale a pena complementar a alimentação com suplementos de vitaminas e minerais? A resposta é: depende. Se a pessoa conseguir manter uma dieta adequada às suas necessidades diárias, e condição de saúde, isso não será preciso.

“O problema é que, atualmente, com tantos industrializados, fica difícil suprir o organismo de tudo que ele precisa. E, mesmo quando consumimos itens in natura, não sabemos nada sobre as condições em que foram cultivados: a qualidade do solo e como se deu o transporte e o armazenamento, fatores que podem levar à diminuição do aporte de nutrientes”, destaca Joyce Rouvier, nutricionista do Zahra Spa & Estética, em São Paulo, especialista em Fisiologia do Exercício pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

É importante salientar que os complexos vitamínicos são legislados como complemento alimentar. Então, qualquer suplemento teria a finalidade de corrigir uma eventual insuficiência detectada clinicamente ou por exames laboratoriais.

“Assim, se houver necessidade de tomar alguma vitamina ou mineral, precisamos saber se vamos completar um cardápio deficiente ou corrigir uma carência já instalada. Para os dois casos, a consulta a um profissional de saúde é importante”, destaca Celso Cukier, nutrólogo do Hospital do Coração.


O médico deve ser consultado

O assunto é controverso; alguns especialistas defendem a suplementação e outros condenam. “Nos dias atuais, cerca de 1/3 da população não ingere as necessidades diárias de vitaminas. Isso acontece pelo estilo de vida caracterizado por má alimentação, com alto valor calórico e baixo teor nutricional”, adverte André Veinert, nutrólogo da Clínica Healthme, especializado em Nutrologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo.

De qualquer forma, cabe a recomendação de só recorrer à complementação com orientação de um nutricionista ou médico, depois de detectada alguma privação ou condição que justifique a conduta. Vale considerar, ainda, que algumas pessoas apresentam deficiências em decorrência de situações especiais, como doenças, gravidez e faixa etária.

Importante: somente depois de exames clínicos é possível definir quais nutrientes estão em falta. A automedicação é sempre contraindicada e é errado pensar que tomar vitaminas não faz mal – algumas podem, sim, intoxicar o organismo. Até a tão propalada vitamina C, em excesso, provoca uma diarreia com grande perda de líquidos e selênio.